Estamos inaugurando a nova categoria “Indicação de Livros”
Criamos esta categoria para despertar um maior desejo de conhecer a vida e a missão dos santos… Saber como eles viveram, os milagres que Deus realizou na vida deles e através deles. Isso nos faz desejar cada vez mais o céu!
Comecemos então por São Bento! Eleito como patrono desta nova categoria…

Começo dizendo que não tenho palavras para descrever esse livro. Tire por vc mesmo… é a história de um santo(São Bento) contada por outro santo(São Gregório Magno).
Homem de Deus afastado das coisas do mundo, São Bento soube como ninguém encontrar a voz de Deus que ecoa dentro de cada pessoa… recolhido em si mesmo encontrou o Deus Altíssimo.
“Aquele que não ora sai de si, aquele que ora cai em si”(GR)
Atualizado em 28/02/2007
Olá!
Como havia prometido, estou postando aqui um dos milagres de São Bento contido neste livro.
Cap. XXVII
O dinheiro milagrosamente aparecido
Tampouco devo omitir o que costumava contar ao seu discípulo Peregrino. Certa ocasião, um homem fiel, premido pela necessidade de pagar uma divida, convenceu-se de que somente conseguiria achar remédio para sua situação se apelasse ao homem de Deus e lhe expusessem a necessidade que o afligia.
Foi, pois, ao monastério, encontrou o servo de Deus onipotente e lhe expôs as importunas cobranças que sofria, por parte de seu credor, por doze soldos que lhe devia. O venerável Pai lhe respondeu que não tinha os doze soldos, mas consolou-o em sua pobreza com estas amáveis palavras: “Vai e dentro de dois dias retorna aqui, porque hoje me falta o que quereria dar-te”.
Durante esses dois dias esteve ocupado na oração, como era de costume. Quando no terceiro dia voltava o homem aflito com sua dívida, encontraram-se inesperadamente treze soldos sobre a arca de trigo do monastério. o homem de Deus mandou trazê-los e entregou-os ao necessitado, dizendo-lhe que pagasse os doze soldos e ficasse com um para outras despesas que tivesse.
Atualizado em 08/03/2007
CAPÍTULO IV
O MONGE DIVAGANTE RECONDUZIDO À SALVAÇÃO.
“Em um dos mosteiros que construíra ao redor, havia certo monge que não conseguia ficar em oração. Logo que os irmãos se inclinavam nesse exercício, saía e punha-se a revolver na mente vadia coisas mundanas e transitórias. Admoestado várias vezes por seu abade, foi por fim conduzido ao homem de Deus, que lhe increpou com veemência a insensatez; de volta, porém, ao seu mosteiro, mal conseguiu observar por dois dias a admoestação do homem de Deus; já ao terceiro, recaindo no velho hábito, entrou de novo a vaguear na hora da oração. Quando isto foi contado ao servo de Deus pelo pai do mosteiro, respondeu aquele: Irei eu mesmo, e pessoalmente o emendarei”.
O homem de Deus foi, com efeito, ao dito mosteiro, e na hora marcada, quando os irmãos depois da salmódia se entregavam à oração, observou que o monge que não podia ficar rezando, era arrastado por um negrinho, que o puxava pela orla do hábito. À vista disso, Bento perguntou secretamente ao abade do mosteiro, Pompeiano, e ao servo de Deus, Mauro: “Não vedes, então, quem é que puxa esse monge?” Responderam que não. Ao que retorquiu : “Oremos para que vejais também vós a quem é que esse monge segue”. Depois de dois dias de oração., Mauro monge o viu, ao passo que Pompeiano, pai do mosteiro, não o conseguiu.
Ora, no dia seguinte, saindo do oratório depois do ofício, o homem de Deus topou com o dito monge em pé do lado de fora, e aí com uma vara bateu-lhe de rijo, por causa da cegueira de seu coração. Desde esse dia o monge nunca mais se deixou induzir pelo pretinho, permanecendo sossegado na prática da oração, e o antigo inimigo não mais se atreveu a dominar-lhe o pensamento, como se fora ele mesmo que levara as pancadas.
“São Bento, rogai por nós!”
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