jul
17

A quem devemos buscar?

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Estava a ler ontem o livro Imitação de Cristo e esta sentença a seguir me chamou muito a atenção e me fez refletir…
Algo tão lógico e tão claro para os que amam a Deus e ao mesmo tempo tão oculto e obscuro para os sábios e poderosos deste mundo.

“Procura a Jesus em todas as coisas, e Jesus acharás. Se te buscas a ti mesmo, também te acharás, mas para a tua ruína. Pois o homem que não busca a Jesus é mais nocivo a si mesmo que todo o mundo e seus inimigos todos.

Ao meditar, lembrei-me desta passagem:
“Então Jesus perguntou aos Doze: Quereis vós também retirar-vos?
Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, a quem iríamos nós? Tu tens as palavras da vida eterna.
E nós cremos e sabemos que tu és o Santo de Deus!” (Jo 6, 67-69)

Fiquem com Deus!

jul
13

As Revelações Através dos Padres Exorcistas

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A REALIDADE DO MALIGNO
(Nota à edição portuguesa)

Este livro que agora se publica, doze anos depois dos acontecimentos, é um grito de alarme aos suficientes que tudo explicam por causas naturais. Revela uma realidade hedionda, um mundo em permanente trabalho de destruição, que quer aprisionar as almas nas trevas e conseguir a sua condenação. Esses agentes do reino negro em expansão, falam do que estão a fazer, do que fizeram e do que planejam.

Tudo se passa no tempo do Papa Paulo VI, um homem de dores, e muito do que se diz refere-se àquela circunstância. No entanto, por cima disso, desfila um horizonte de destruição e negrura, uma aposta de demolição e uma raiva sem fim contra a humanidade e o Criador.

Leiamos com atenção e, como diz São Paulo referindo-se aos carismas, retenhamos o que é útil, o que é bom, o que é salvífico e nos pode ajudar na nossa vida de todos os dias.

Elevemos o nosso espírito­ a Deus, numa oração profunda e verdadeira, peçamos por todos, invoquemos o Espírito Santo e… assim, com esta disposição, de entendimento aberto, comecemos a leitura.

Faça download do livro completo no Igreja Online

jul
12

Igreja Católica, a “única de Cristo”

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ROMA - O Vaticano publicou nesta terça-feira, 10, documento afirmando que a Igreja Católica é, sempre foi e será a única igreja de Cristo.

Com o título Repostas a questões relativas a alguns aspectos da doutrina sobre a Igreja, o texto da Santa Sé procura esclarecer o que considera como “interpretações desviantes e em descontinuidade com a doutrina católica tradicional sobre a natureza da igreja”, que ocorreram depois da publicação do documento Iumem Gentium (”A luz das nações”), do Concílio Vaticano II (1962-1965), dizendo que a única Igreja de Cristo “subsiste” na Igreja Católica.

“Cristo constituiu sobre a terra uma única Igreja e instituiu-a como grupo visível e comunidade espiritual, que desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá”, diz o texto. “Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos bispos em comunhão com ele.”

A nova publicação assinada pela Congregação para a Doutrina da Fé, responsável por promover e tutelar a doutrina da fé e a moral no mundo católico, diz que “com a palavra ‘subsistir’ o Concílio queria exprimir a singularidade e não a multiplicabilidade da Igreja de Cristo: a Igreja existe como único sujeito na realidade histórica”.

“Contrariamente a tantas interpretações sem fundamento, não significa que a Igreja Católica abandone a convicção de ser a única verdadeira Igreja de Cristo, mas simplesmente significa uma maior abertura à particular exigência do ecumenismo de reconhecer o caráter e dimensão realmente eclesiais das comunidades cristãs não em plena comunhão com a Igreja Católica”, diz o documento.
Leonardo Boff

O tema já foi desmentido em inúmeras ocasiões pelos papas que comandaram o Vaticano antes de Bento XVI. Entre elas, em 1973, com a declaração Mysterium Ecclesiae de Paulo VI e, em 2000, com a Dominus Iesus, aprovada por João Paulo II.

No texto publicado nesta terça-feira pelo Vaticano é lembrada também a notificação de 1985 da Congregação para a Doutrina da Fé sobre os escritos do teólogo Leonardo Boff, segundo o qual a única Igreja de Cristo “pode também subsistir noutras igrejas cristãs”.

Naquela ocasião, a Congregação puniu o brasileiro pelo que considerou um equívoco e disse que o Concílio adotou a palavra subsiste, precisamente para esclarecer que existe uma só “subsistência” da verdadeira Igreja.
Críticas e mal-estar

Outras considerações importantes do documento devem gerar novos protestos das outras igrejas cristãs, como ocorreram anteriormente, principalmente a afirmação de que somente a Igreja Católica dispõe de todos os meios de salvação e de que, fora dela, existem apenas “comunidades eclesiais”.

“Embora estas claras afirmações tenham criado mal-estar nas comunidades interessadas e também no campo católico, não se vê, por outro lado, como se possa atribuir a essas comunidades o título de Igreja, uma vez que não aceitam o conceito teológico de Igreja no sentido católico e faltam-lhes elementos considerados eclesiais pela Igreja Católica”, diz o texto.

Segundo o vaticanista Andrea Tornielli, o objetivo da nova declaração é combater o que o papa Bento XVI considera como ‘relativismo eclesiológico’, segundo o qual todas as igrejas que dizem fazer parte do cristianismo têm o mesmo nível de verdade ou que cada uma delas não têm mais que uma parte desta verdade.

A divulgação do documento ocorre três dias depois de o papa Bento XVI ter assinado decreto que dá mais liberdade para os sacerdotes celebrarem missas em latim, uma concessão aos tradicionalistas.

Em uma carta aos bispos de todo o mundo, no último sábado, o pontífice rejeitou as críticas de que sua atitude poderia dividir os católicos.

No entanto, o documento gerou mal-estar e, segundo especialistas, poderá ameaçar também o diálogo entre cristãos e judeus.

jul
12

MÁRTIRES DA IGREJA 10 - São Marino, centurião sob Galieno

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Pode parecer estranho falar de um mártir sob o imperador Galieno (260-268), que não perseguiu os cristãos, e, pelo contrário, facilitou-lhes a vida, revogando os editos e restituindo os bens confiscados, como diz Eusébio num outro ponto do mesmo livro VII da História Eclesiástica.

Marino, de fato, não foi vítima de uma perseguição organizada, mas da rivalidade de um competidor na carreira militar.

Nobre, rico, tendo chegado a um alto grau da jerarquia, Marino talvez tenha tido um momento de hesitação diante da intimação do juiz, tanto que usou o tempo que lhe fora concedido para refletir, diversamente de muitos outros que, em situações semelhantes, tinham tomado logo a resolução de enfrentar o martírio, mas, oportunamente acompanhado pelas palavras do seu bispo, não teve mais incertezas.

O fato é muito importante, porque permite compreender que, mesmo quando não havia uma perseguição oficial, ficavam sempre latentes as razões de dissídio entre a estrutura político-moral-religiosa do império romano e os princípios do cristianismo.

“Durante o tempo em que a paz reinava em todos os lugares nas igrejas cristãs, foi decapitado na Cesaréia da Palestina por ter confessado sua fé, Marino, que pertencia aos altos graus da jerarquia militar e era ilustre pela nobreza e riqueza.

A causa da condenação foi a seguinte: existe entre os romanos um distintivo formado por um ramo de videira, e o merecedor dele torna-se centurião.

Como havia um lugar vago, a promoção cabia de direito a Marino, mas, quando já estava para conseguir tal honra, apresentou-se um outro ao tribunal, dizendo que, segundo as antigas leis, não lhe era lícito receber qualquer honorificência dos romanos, porque era cristão e não sacrificava aos deuses; o indivíduo sustentou, então que o lugar cabia a ele e não a Marino.

Impressionado pelo fato, o juiz, que se chamava Arqueo, perguntou primeiramente a Marino qual a religião que seguia e, quando ouviu-o confessar-se firmemente cristão, concedeu-lhe três horas de tempo para refletir.

Quando Marino saiu do tribunal, Teotécno, bispo de Cesaréia, chamou-o para uma conversa, tomou-o pelas mãos e levou-o à igreja.

Tão logo chegaram ao lugar sagrado, o bispo acompanhou Marino até diante do altar, levantou um pouco o seu manto e, indicando-lhe a espada que aí estava presa, colocou ao lado dela o livro do Evangelho, impondo-lhe a escolha entre as duas coisas segundo a sua consciência.

Sem sombra de incerteza, Marino estendeu a mão direita e segurou a divina Escritura. “Permanece sempre junto do Senhor - disse-lhe Teotécno - e obterás o que escolheste. Fortificado pela sua graça, vai em paz”.

Enquanto Marino saía da igreja, o pregoeiro chamava-o em voz alta diante do tribunal, porque havia terminado o tempo concedido para a decisão.

Diante do juiz, Marino mostrou grande fervor em confessar a própria fé e, levado ao suplício do modo que estava, consumou o martírio.

Recordam-se também na mesma circunstância a franqueza e o fervor religioso de Astírio, que pertencia à ordem senatorial, estava em relações de amizade cordial com os soberanos e era conhecido de todos pela nobreza e pelos bens.

Estando presente ao martírio de Marino, tão logo este foi consumado, levantou o cadáver, carregou-o nos ombros, sobre a veste cândida e preciosa, e levou-o para que tivesse uma sepultura honrosa, digna da sua condição”. (Eusébio, História Eclesiástica, l. VII, c. 15 e ss.)

jul
12

MILAGRE: ÁGUA QUE BROTOU DE UMA PEDRA NO ALTO DO MONTE

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Este post é em homenagem a São Bento, celebrado ontem pela Igreja.
O relato do milagre que abaixo veremos, foi escrito por São Gregório Magno(Papa) no livro “Vida e Milagres de São Bento“.

CAPÍTULO V. ÁGUA QUE BROTOU DE UMA PEDRA NO ALTO DO MONTE.

“Dos mosteiros que Bento edificara na mesma região, três ficavam em cima de rochedos da montanha. Era, por isto, muito penoso aos irmãos descer sempre ao lago para buscar água, tanto mais que o declive do monte constituía grave perigo para todos aqueles que, cheios de medo, por ele desciam.
Reuniram-se, então, os irmãos desses três mosteiros, e foram ter com o servo de Deus, Bento, dizendo: “É-nos penoso ir todos os dias ao lago buscar água, e por isto é necessário mudar de lugar os nossos mosteiros”. Bento os consolou com brandura e despediu.
Na mesma noite, porém, com o menino Plácido, de que acima falei, subiu ao rochedo do monte, e ali orou por muito tempo. Acabada a oração, colocou no dito lugar três pedras como sinal e, sem que os outros percebessem qualquer coisa, voltou ao seu mosteiro.
No dia seguinte, tendo os irmãos voltado à sua presença para tratar das dificuldades da água, assim lhes falou: “Ide, e cavai um pouco o rochedo no sítio em que achardes três pedras sobrepostas; Deus Todo-Poderoso é capaz de fazer brotar água até naquele cume de montanha, para poupar-vos o cansaço de tão grande caminhada”. Ora, indo eles à pedra do monte indicada por Bento, encontraram-na já gotejante. E, quando nela praticaram uma cova, esta logo se encheu de água, que brotou com tanta abundância que ainda hoje corre em quantidade, e serpeja desde o pico até as faldas da serra.”

Quer conhecer mais a vida deste santo?
- Vida e Oração de São Bento
- A Medalha de São Bento

São Bento, rogai por nós!

jul
11

Igreja declara mártires 800 cristãos mortos por otomanos

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Vejamos e sigamos o exemplos dos santos mártires que foram capazes de dar a vida pelá fé. Verdadeiramente seu sangue serviu para regar a raiz das árvores que estão plantadas na Igreja de Cristo até nossos dias, como hoje nos fortalecemos tomando conhecimento desse testemunho.

“E sereis odiados de todos por causa de meu nome. Mas o que perseverar até o fim será salvo”. (Mc 13,13)

Um grupo de 800 cristãos que morreram em Otranto (Itália) nas mãos dos otomanos muçulmanos em agosto de 1480 foram declarados “mártires” nesta quinta-feira(05/07/2007) pela Igreja Católica, o que representa o segundo passo para a santidade.

A Congregação para a Causa dos Santos reconheceu o “martírio” que sofreram “Antonio Primaldo e seus companheiros laicos, assassinados pelo ódio da fé em 23 de agosto de 1480 em Otranto”, segundo comunicado do Vaticano.

Estes cristãos do século XV já tinham o status de “bem-aventurados”, o primeiro passo do caminho da santidade.

A cidade de Otranto foi invadida pela frota turca liderada pelo almirante Gedik Ahmed Pachá em 11 de agosto de 1480, e sua população foi massacrada por parte das milícias muçulmanas.

Em 14 de agosto, Ahmed Pachá mandou reunir os homens sobreviventes maiores de 15 anos e fez a eles uma proposta: ou eles se convertiam ao Islã, ou seriam decapitados.

Todos recusaram renegar a Cristo e ao cristianismo.

Santos mártires, rogai por nós!

jul
10

Carta de Padre Pio - Orai e Vigiai, É PRECISO LUTAR!

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O diabo existe e seu papel ativo não pertence ao passado e não pode ser reduzido ao espaço da fantasia popular. Na realidade, o diabo continua a induzir os homens ao pecado mesmo hoje. Por tal razão a atitude do discípulo de Cristo frente a Satanás tem que ser de vigilância e de luta e não de indiferença.

Na realidade a mentalidade de nosso tempo relegou a figura do diabo à mitologia e ao folclore. Baudelaire afirmava justamente que a obra-prima de Satanás, nos tempos modernos é induzir as pessoas a não acreditarem na sua existência. Conseqüentemente não é fácil imaginar que Satanás deu mostras da sua existência mesmo quando ele foi forçado a se expor para afrontar o Pe. Pio em “duros combates”. Tais batalhas eram brigas sangrentas, como foi escrito em muitas cartas que Pe. Pio enviava aos seus diretores espirituais.

jul
09

A queda dos anjos maus

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“Tu, desde o princípio, quebraste o meu jugo,

rompeste os meus laço e disseste: - Não servirei!”

(Jer 2, 20)

DEUS CRIOU OS ANJOS num alto estado de perfeição natural e, além disso, os elevou à ordem sobrenatural. É de fé que todos os espíritos angélicos foram criados bons.

A Sagrada Escritura, com efeito, chamam-os “filhos de Deus” (Jó 38, 7), “santos” (Dan 8, 13), “anjos de luz” (2 Cor 11, 14). Entretanto, os próprios Livros Sagrados se referem a “espíritos imundos” (Lc 8, 29); “espíritos piores” (Lc 11, 26); “espíritos malignos” (Ef 6, 12); e outras expressões análogas.

Isto indica que certos anjos tornaram-se maus, tiveram sua vontade pervertida. Em suma: pecaram.

A batalha no Céu

“Tu, desde o princípio, quebraste o meu jugo, rompeste os meus laços e disseste: - Não servirei!” (Jeremias 2, 20).

Este versículo do Profeta Jeremias sobre a revolta do povo eleito contra Deus tem sido aplicado à revolta de Lúcifer – Não servirei!”- respondeu São Miguel com o brado de fidelidade: “Quem é como Deus!”(significado do nome Miguel em hebraico).

No Apocalipse, São João descreve essa misteriosa batalha que então se travou no Céu:

“Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles. Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos” (Apoc 12, 7-9).

O próprio Jesus dá testemunho dessa queda: “Eu via Satanás cair do céu como um relâmpago” (Luc 10, 18). “(O Demônio) foi homicida desde o princípio, e não permaneceu na verdade” (Jo 8, 44)

Os anjos podiam pecar

Como poderia o anjo ter pecado, uma vez que ele não está sujeito às paixões ou ao erro no entendimento, como nós homens?

“Como compreender semelhante opção e rebelião a Deus em seres dotados de tão viva inteligência?” – pergunta João Paulo II. O próprio Pontífice responde: “Os Padres da Igreja e os teólogos não hesitam em falar de cegueira, produzida pela supervalorização da perfeição do próprio ser, levada até o ponto de ocultar a supremacia de Deus, a qual exigia, ao contrário, um ato de dócil e obediente submissão. Tudo isto parece expresso de maneira concisa nas palavras: ’Não servirei’ (Jer 2, 20), que manifestam à radical e irreversível rejeição de tomar parte na edificação do reino de Deus no mundo criado. Satanás, o espírito rebelde, quer seu próprio reino, não o de Deus, e se levanta como o primeiro adversário do Criador, como opositor da Providência, como antagonista da sabedoria amorosa de Deus”.

E o Papa explica que os anjos, por serem criaturas racionais, são livres, isto é, têm a capacidade de escolher a favor ou contra aquilo que conhecem ser o bem: “Também para os anjos a liberdade significa possibilidade de escolha a favor ou contra o bem que eles conhecem, quer dizer, o próprio Deus”.

Criando os anjos racionais e livres, quis Deus que eles- com o auxílio da graça – fossem os agentes de sua própria felicidade ou de sua perda, caso cooperassem ou resistissem à graça. Para que merecessem a felicidade eterna, submeteu-os a uma prova.

É de fé que todos os espíritos angélicos foram submetidos a uma prova. Entretanto, não sabemos qual teria sido essa prova. Os teólogos procuram excogitar qual teria sido.

O pecado de Lúcifer e dos anjos que se revoltaram com ele teria sido, pois, um pecado de soberba, ou seja, de complacência na própria excelência, com menoscabo da honra e respeito devidos a Deus.

Estes elementos se encontram em todo pecado – explica o Pe. Bujanda – pois quem ofende a Deus prefere a própria vontade, em vez da vontade divina, e nela se compraz.

Acredita-se comumente que tenha sido um pecado de orgulho, de soberba, pois a Escritura diz que: “foi na soberba que teve início a perdição” (Tob 4, 14).

Segundo São Tomás de Aquino, essa soberba consistiu em que os anjos maus desejaram diretamente a bem-aventurança final, não por uma concessão de Deus, por obra da graça, e sim por sua virtude própria, como mera decorrência de sua natureza. Desse modo, quiseram manifestar sua independência em relação a Deus; eles recusaram assim a homenagem que deviam a Deus como seu criador e desejaram substituir-se a Ele e ter o domínio sobre as coisas: ser como deuses (cf. Gen 3, 5).

jul
09

O Papa estabelece pleno retorno de Missa tridentina a partir de 14 de setembro

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VATICANO, 07 Jul. 07 / 12:00 am (ACI).- Mediante as Carta Apostólica em forma de Motu Proprio Summorum Pontificum, o Papa Bento XVI estabelece a plena liberação para o uso do Missal de São Pio V, com o qual se celebra a Missa “tridentina”, a partir de 14 de setembro, Festa da Exaltação da Santa Cruz.No documento, o Pontífice faz um breve percurso da história da Liturgia Latina até chegar a grande compilação e unificação litúrgica do Papa São Pio V, cujo Missal regeu durante séculos a Igreja de Rito Latino, o mesmo que foi reeditado pelo Beato João XXIII em 1962.

O Papa explica em seguida que, pese ao “Novo Ordinário” aprovado pelo Papa Paulo VI em 1970, “um número não pequeno de fiéis estiveram e permanecem aderidos com tão grande amor e afeto às formas litúrgicas prévias, e imbuíram profundamente sua cultura e espírito”, que o Papa João Paulo II publicou dois documentos estendendo o uso do Missal tridentino: o indulto especial intitulado Quattuor abhinc annos, e o Motu Proprio Ecclesia Dei.

Entretanto, o Santo Padre assinala que em que pese a estas reformas, ” os insistentes pedidos destes fiéis a nosso Predecessor João Paulo II, tendo escutado também aos Padres do Consistório de Cardeais realizado em 23 de março de 2006, tendo sopesado todos os elementos, invocado o Espírito Santo e pondo nossa confiança no auxílio de Deus”, decide estabelecer 12 novos artigos que substituem as normas dos dois anteriores documentos.

Os artigos estabelecem:

1. O Missal Romano de Paulo VI é ” a expressão ordinária” da Missa; enquanto que o Missal Romano promulgado por São Pio V fica “como a expressão extraordinária“. Estas duas expressões “de maneira nenhuma levam a uma divisão na lei da oração ( lex orandi) da Igreja“.

2. Qualquer sacerdote de Rito Latino pode usar o Missal Romano antigo qualquer dia exceto durante o Tríduo Pascal.

3. Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica podem usar o Missal anterior em uma celebração conventual ou comunitária em seus próprios oratórios, sempre conforme com seus estatutos.

4. Os laicos podem ser admitidos à Santa Missa mencionada no artigo dois.

5. Em cinco parágrafos se estabelece o direito de laicos a contar com a Missa tridentina em suas paróquias durante os dias de semana, e uma só aos Domingos e dias de festa; e o direito a celebrações tridentinas para matrimônios ou funerais.

6. Nas Missas tridentinas, as leituras podem ser proclamadas em língua vernácula.

7. Que laicos que não obtêm a permissão paroquial, podem apelar ao Bispo e, em última instância, à Pontifícia Comissão Ecclesia Dei.

8. O mesmo direito de recorrer à Pontifícia Comissão tem o Bispo que “por diversas razões se vê impedido” de aplicar as reformas.

9. Também podem celebrar-se segundo o rito tridentino os sacramentos do Batismo, Matrimônio, Penitência, a Unção dos Enfermos e a Confirmação; enquanto que os sacerdotes podem usar o Breviário Romano de 1962.

10. Um Bispo pode erigir uma paróquia pessoal para as celebrações do antigo Rito Romano.

>11. A Pontifícia Comissão Ecclesia Dei “deve ter a forma, tarefas e normas de ação que o Romano Pontífice deseje atribuir”.

12. A mesma Comissão exercerá a autoridade para manter a vigilância sobre a observância e aplicação destas disposições.,

Todo o decretado “ordenamos que seja assinado e ratificado para ser observado a partir de 14 de setembro deste ano, festa da Exaltação da Santa Cruz”, conclui o Papa.

jul
09

Matérias da Semana da Igreja Online

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Veja as matérias mais recentes e confira o quadro “Entrevista” da igreja Online.

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  • Eu, Bispo Exorcista
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  • Os Dons do Espírito
  • O Dom Indulgências
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