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30

As Sete Meditações(Parte 3)

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As Sete Meditações sugeridas por
São Francisco de Sales

Bispo, Doutor da Igreja e Príncipe de Genebra

Sobre a morte

Preparação

1.Põe-te na presença de Deus.
2.Pede a Deus que te inspire.
3.Imagina que te achas no inferno, no leito de morte, sem nenhuma esperança de vida.

Consideração

1.Considera, minha alma, a incerteza do dia da morte. Um dia sairás do teu corpo.Quando será? Será no inverno ou no verão ou em alguma outra estação do ano? No campo ou na cidade, de noite ou de dia? Será de um modo súbito ou com alguma preparação? Será por algum acidente violento ou por uma doença? Terás tempo e um sacerdote para te confessares? Tudo isto é desconhecido, de nada sabemos, a não ser que havemos de morrer indubitavelmente e sempre mais cedo que pensamos.

2.Grava bem em teu espírito que então para ti já não haverá mundo, vê-lo-ás perecer antes teus olhos; porque então os prazeres, as vaidades, as horas, as riquezas, as amizades vãs, tudo isso se te afigurará como um fantasma que se dissipará ante tuas vistas. Ah! Então haverás de dizer: por umas bagatelas, umas quimeras, ofendi a Deus, isto é, perdi o meu tudo por um nada. Ao contrário, grandes e doces parecer-te-ão então as boas obras, a devoção e as penitências, e haverás de exclamar: Oh! Porque não segui eu esta senda feliz? Então, os teus pecados, que agora tens por uns átomos, parecer-te-ão montanhas e tudo o que crês possuir de grande em devoção será reduzido a um quase nada.

3.Medita esse adeus grande e triste que tua alma dirá a este mundo, as riquezas e as vaidades, aos amigos, a teus pais, a teus filhos, a um marido, a uma mulher, a teu próprio corpo, que abandonarás imóvel, hediondo de ver e todo desfeito pela corrupção dos humores.

4.Prefigura vivamente com que pressa levarão embora este corpo miserável para lançá-lo na terra, e considera que, passadas essas cerimônias lúgubres, já não se pensará mais de todo em ti, assim como tu não pensas nas pessoas que já morreram.”Deus o tenha em paz” - há de dizer-se - e com isso terá tudo acabado para ti neste mundo. Oh! morte, sem piedade és tu! A ninguém poupas neste mundo.

5.Advinhas, se podes, que rumo seguirá tua alma, ao deixar o teu corpo. Ah! Para que lado se há de voltar? Por que caminho entrará na eternidade? - É exatamente por aquele que encetou já nesta vida.

Afetos e resoluções

1.Ora ao Pai da misericórdias e lança-Te em seus braços. Ah! Tomai-me, Senhor, debaixo de vossa proteção, neste dia terrível, empenhai a vossa bondade por mim, nesta hora suprema de minha vida, para torná-la feliz, ainda que o resto de minha vida seja repleto de tristezas e aflições.

2.Despreza o mundo.Já que não sei a hora em que hei de te deixar, ó mundo; já que hora é tão incerta, não me quero apegar a ti. Ó meus queridos amigos, permiti que vos ame unicamente com uma amizade santa e que dure eternamente; pois, para que unir-nos de modo que seja preciso em breve romper esses laços?
Quero preparar-me para essa última hora; quero tranqüilizar minha consciência; quero dispor isso e aquilo em ordem e predispor-me do necessário para o pensamento feliz.

Conclusão

Agradece a Deus por estas boas resoluções que te fez tomar, e oferece-as a divina majestade; suplica-lhe que pelos merecimentos da morte de seu Filho, te prepare uma boa morte; implora a proteção da santíssima virgem e dos santos.Pai-Nosso, Ave-maria.

out
30

CID do Projeto DS para Camocim-CE e Delta do Parnaíba-PI

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Deus seja amado e melhor servido

Obra COT,

Chegamos a mais um CID, Curso Interarticular Dinâmico do DS, Discernimento Sugestivo.

Como sabemos, ele acontece a cada ano sempre em um estado ou cidade diferente do Brasil.

Esse ano nosso Retiro será no Boa Vista Resort na cidade de Camocim e no estado do Piauí.

De 29 de Novembro a 02 de dezembro


O pregador convidado para o retiro (CID do DS), será nosso Fundador Gilmar Ricarte.Para maiores informações sobre a programação das Orações, Formações, Santa Missa e lazer:

Na COT:
Cybelle: 8768 1971
Amanda: 8768 1969

Na Empresa contratada (Berakah Viagens) :
85 3238 1938
85 3091 9489
85 8768 1972
85 8776 0447

O hotel de nosso retiro é hotel de categoria internacional, contudo conseguimos através da empresa que contratamos um super-desconto de:

R$ 1.152 , 00 por R$ 500, 00

Cartaz CID DS Camocim Boa Vista Resort

Já inclusos:

  1. Hospedagem de três diárias com Alimentação completa (café da manha, almoço e jantar)
  2. Transporte em ônibus executivo (Fortaleza/Ce – Camocim/Ce – Parnaíba/Pi)
  3. Apartamentos amplos com camas queen size, varanda, ar-condicionado, tv a cabo, internet em todos os apartamentos, ducha quente, secador de cabelos, frigobar, cofre eletrônico.
  4. Passeio de barco no Delta do Parnaíba/Pi, com direito ao almoço, lanche (frutas tropicais) e caranqueijada.
  5. Passeio a Ilha do Amor de frente ao Resort (Opcional)

— ATENÇÃO: As vagas são limitadas e já estamos no sexto ônibus —

out
26

A POBREZA EM SANTA TERESA DE JESUS - Parte II

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FUNDAMENTO BÁSICO: ABANDONO ABSOLUTO À PROVIDÊNCIA

 

·          A medula do conselho da pobreza, dado por Cristo a seus Apóstolos, consiste em entregar-se incondicionalmente à Providência divina, sem inquietação e com absoluta confiança (Cf Mt 6, 25-33)

 

·          Para Teresa, este texto do Evangelho fundamenta a sua maneira de entender a pobreza (Cf R 1,21; C2,2; CE 61,1 e Cons 2,1)

  

 1. Fundamento da atitude de abandono

a. Tudo pertence a Deus e tudo vem dele.  Ele é o Senhor das rendas e dos rendeiros; por isso, tudo o que recebemos, dele recebemos. Por isso também, a nossa gratidão aos nossos benfeitores, mas, sobretudo, a Ele que é o nosso Benfeitor por excelência.

 

b. Deus nos dá tudo aquilo de que precisamos. Isto se fundamenta no que Santa Teresinha chamará com a maior simplicidade “a maneira de ser de Deus”.

 

·          Seu amor. Todo o pensamento da Santa está profundamente impregnado da idéia da solicitude infinita do Criador por todas as suas criaturas e muito particular por aquelas, que, como as carmelitas, não têm outro desejo que o “buscar o Reino de Deus e sua justiça” cumprindo em tudo a vontade de seu Filho. Teresa atribui a Cristo - o mesmo papel do Pai - . Não é Ele o seu Esposo por cujo serviço abandonaram tudo: pais, riquezas, honras, amigos? “Olhos em vosso esposo; Ele vos há de sustentar” (C 2, 1)

 

 

 

·          Sua sabedoria. Sendo Ele a “Sabedoria mesma” (V 27,14), sabe melhor que nós o ‘que nos é necessário (CV 17,7), e os meios mais  convenientes para nos dar aquilo de que precisamos.

 

 

·          Sua onipotência. Basta que o servo se contente com fazer o que seu Senhor espera dele, sem se preocupar por nada do mundo para sua própria subsistência.

·          A fidelidade a sua promessa. No Sermão da montanha Jesus nos revelou o rosto de Seu Pai celestial, que se preocupa por seus filhos, atendendo as suas necessidades para viver. E Teresa continua: “Verdadeiras são suas palavras; não podem faltar; antes faltarão o céu e a terra(C 2,2).

 

2. Verdadeiro significado da atitude de abandono

 

a.  Dois textos da Santa mostrando como convém entender, e sobretudo viver, com clareza, esse abandono à Providência:

·          “Queria falar com quem me ajudasse a crer assim, e não ter preocupação com o que hei de comer e vestir, senão deixá-lo a Deus” (Primeira Relação, 1560). “Não se entenda que este deixar a Deus o que é necessário seja de maneira que não o procure, porém, que não seja com preocupação,  … (R 1,21).

 

·          O outro texto, de sentido mais geral, se refere à essência mesma do que ela chama de “pobreza espiritual” (C 2, 3. 5) “Não digo eu que o deixe, senão que o procure, se for bem… Porque o verdadeiro pobre tem em tão pouco estas coisas, já que, algumas coisas as procura, jamais se inquieta, porque nunca pensa que há de faltar, e que o falte, … tendo-o por coisa acessória e não principal e, como tem pensamentos mais altos, a força dos braços a ocupa em algo mais elevado”. (CE 66,7).

 

b. Como entender o abandono?

 

·          Fazer tudo quanto depende de nós. O verdadeiro abandono não pode significar descuido, imprevisão, atitude irresponsável, passividade. “Ajuda-te e o céu te ajudará”. Isto significa que a Providência divina não nos dispensa de trabalhar nos seguintes pontos:  previsão e esforço para ganharmos o nosso pão de cada dia.

 

·          Porém não devemos nos inquietar.  Há uma inquietação boa e outra má. A boa é a que busca os “bens verdadeiros”, as “verdadeiras riquezas”, quer dizer, “O Reino de Deus e sua justiça”, em uma palavra, o mesmo Jesus: “Ó Riqueza dos pobres, e que admiravelmente sabeis sustentar as almas!” (v 38,21). Este é o tesouro escondido que temos de buscar com todas as nossas forças, sem cansar-nos nunca (5M 1,3), e que nos faz morrer de gozo quando chegarmos a descobri-lo (V 38,20).  A inquietação má é a que busca com afã e perturbação interior as riquezas materiais, supérfluas. Esta provém da falta de fé, e de dois modos diferentes:

 

- Em primeiro lugar, por dar importância ao que não deveria tê-la.

- Em segundo lugar, por esquecer a promessa do Pai celestial de não abandonar jamais a seus filhos.

 

CONCLUSÃO: O que as carmelitas têm que buscar a todo custo é a paz interior, tão necessária para a sua vida contemplativa.

out
25

A POBREZA EM SANTA TERESA DE JESUS - Parte I

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Quais são as grandes orientações espirituais de Santa Teresa em matéria de pobreza, que, arrancando do século XVI, sejam válidas para suas filhas carmelitas do século XXI?

 

Primeira consideração: Cremos que uma boa maneira de captar o que há de original e essencial - e por tanto, sempre atual - na concepção teresiana da pobreza, é sublinhar o que chamamos sua vertente “apostólico”. O que entendemos nós com essa expressão?

 

Na linguagem moderna essa palavra pode ter um duplo significado:

·          Um primeiro, mais extenso, é o sentido “apostólico”, que é tudo o que concorre para a obra divina da salvação do homem. Neste sentido, é apostólica uma pessoa ou comunidade que se propõe a imitar a vida dos apóstolos.

 

·          O segundo significado indica a maneira peculiar de pobreza, seu “estilo próprio”: Para que essa pobreza seja um instrumento eficaz de salvação, tem que parecer-se o mais possível à que Cristo “aconselhou” a seus apóstolos, convidando-os a levá-la à prática.

 

1) Ser  pobres como os apóstolos para “ajudar’ a Cristo em sua obra de salvação.

 

·          O gênero de vida proposto por Teresa a suas irmãs é de finalidade essencialmente apostólica (no primeiro sentido). Para Teresa a “vida contemplativa” é um meio de trabalhar na salvação das almas. ( “E se vossas orações e desejos e disciplinas e jejuns não forem empregados no que acabo de dizer, não estais cumprindo o fim para o qual o Senhor vos juntou aqui”.)

 

·          Os únicos meios que Teresa pode oferecer a suas irmãs para alcançar este objetivo são os da vida contemplativa, e que ela resume em um só: a “ORAÇÃO”.

 

·          Para que a oração das Carmelitas possa ser escutada por Deus, deve partir de uma vontade que, no mais profundo do seu ser, se identifique com a vontade do Pai.

 

·          E qual será o meio, para se obter este objetivo? Será sempre o cumprimento fiei dos mandamentos, como diz a própria Santa Teresa: “seguir os conselhos evangélicos com toda a perfeição que eu pudesse e procurar que estas pouquinhas que estão aqui fizesse o mesmo” (C 1,2).

 

·          Para Teresa está claro que o “conselho” de Cristo por excelência é o da pobreza.

 

2) Em que consiste o estilo de pobreza vivido pelos Apóstolos?

 

- Consiste na imitação da pobreza de Cristo.

- Concretamente, isto significa para Teresa voltar à Regra primitiva do Carmelo, que estabelecia precisamente um estilo de pobreza totalmente “apostólico”.

 

a. A imitação da pobreza de Cristo

 

·          O pobre que Teresa contempla em Jesus é aquele que a Escritura designa com o nome de Servo de Javé; aquele que recapitula em si mesmo e leva a sua última perfeição toda a justiça e santidade dos pobres de Javé, sobretudo de Maria, a Mãe de Jesus, rainha dos Anawim: “Muito te desatinará, filha, se olhas as leis do mundo. Põe os olhos em mim, pobre e desprezado dele”. ( R. 1570,Toledo)

 

·          Jesus foi pobre desde o momento de sua concepção no seio de Maria sua Mãe. Depois quis Ele nascer em Belém na mais completa desnudez. (C 2,9). Teresa gosta de apresentar a suas irmãs o mistério insondável da pobreza de Deus feito homem, falando-lhes das “lágrimas do recém-nascido, da pobreza de sua mãe, da dureza do presépio, do rigor do tempo e da falta de acomodação do estábulo”. (Entretenimento nas carmelitas de Valladolid, a vigília de natal, 1568, Reforma).

 

 

·          Durante sua vida pública, não tendo Cristo onde repousar a cabeça, teve que contentar-se, muitas vezes, com o dormir ao relento.

 

·          Porém, o ponto culminante da pobreza, Cristo o alcança, quando morre na cruz  totalmente nu e abandonado de todos. Este mistério se prolonga admiravelmente na Eucaristia (F 3,13)

 

b. A imitação da pobreza dos Apóstolos

 

·          Os apóstolos foram os primeiros imitadores da pobreza de Jesus. Eles nos oferecem um modelo por excelência, inspirado diretamente por Cristo.

 

·          Eles constituem, com Jesus, o novo povo de Israel dos verdadeiros Pobres de Javé.

 

·          Jesus lhes pede (aos Apóstolos), que se abandonem sem reservas á Providência divina em tudo o que concerne sua subsistência material (C 2,2)

 

 

e. Pobreza “apostólica” da Regra primitiva

 

·          A Regra do Carmelo, sobretudo no tocante à pobreza, incumbe a cada um que trabalhe para ganhar o seu pão (Cons 2,6), com referência explícita ao ensinamento de São Paulo; com obrigação de pôr tudo em comum.

 

 

·          Na Regra Primitiva, está uma reprodução exata da pobreza apostólica, condição necessária para que a oração das carmelitas (aquelas primeiras do Carmelo São José de Ávila) possam ser ouvidas.

 

 

·          Para Teresa há uma correspondência absoluta entre o cumprimento dos conselhos evangélicos e a Regra (ef. C 1,24 e V 32,9).         

out
25

Mártires da Igreja 15 - “Porque sorris?” - Martírio de Carpo, Papilo e Agatonice

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    Foram martirizados naquele tempo, na cidade de Pérgamo (Ásia Menor), o bispo Carpo, o diácono Papilo e a fiel Agatonice, mãe de família cheia do temor de Deus. Ao processo, Carpo declarou:

    “Sou cristão, não posso aderir às vossas práticas”
    Disse o procônsul: “Sacrifica aos deuses, ou o que dizes?”
    Carpo respondeu: “É impossível que eu sacrifique; realmente, jamais sacrifiquei aos ídolos”.
    O procônsul, imediatamente, mandou suspende-lo num poste e esfolá-lo; o mártir gritou: “Sou cristão!”. Esfolado por muito tempo, ficou sem forças e não pode mais falar.
    O procônsul, então, passou ao outro. Diante do convite a sacrificar, Papilo disse com orgulho: “Sempre servi a Deus, desde a juventude; jamais sacrifiquei aos ídolos porque sou cristão; nada existe para mim de maior e mais belo do que me oferecer como vítima ao Deus vivo e verdadeiro”.
    Os tormentos ocupavam os carnífices por turno, mas ele não emitiu qualquer lamento: “Não sinto as torturas - disse -, não existem para mim porque há alguém que sofre em mim; tu não o podes ver”.
    Enfim, tanto o bispo como o diácono foram condenados a queimar vivos. Os servos do mal despiram Papilo de suas roupas e crucificaram-no, depois elevaram o poste; a chama começou a subir, e o mártir rezando serenamente entregou a alma a Deus. Passaram depois a Carpio, e os presentes, vendo-o sorrir, perguntaram-lhe:
    - Porque sorris?
    - Vi a glória do Senhor e enchi-me de alegria. Bendito sejas tu, Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, porque fizeste de mim, pecador, digno da tua morte.
    Havia entre os espectadores um mulher chamada Agatonice, que vendo Carpo em contemplação da glória do Senhor, compreendeu que era um chamado do céu e disse em voz alta:
    - Este banquete está preparado também para mim; eu também devo participar dele; quero degustar esse alimento de glória.
    Gritaram-lhe de todos os lados para que tivesse piedade do filho, mas a santa respondeu:
    - Ele tem Deus que tomará conta dele.
    Tirando o manto, chamou a atenção dos que a olhavam pela sua beleza e, alegre, estendeu-se sobre a fogueira. Os presentes não podiam segurar as lágrimas e diziam: “Terrível juízo e injustos decretos!”.
    Agatonice, lambida pelas chamas, gritou três vezes:
    - “Senhor, Senhor, Senhor, vem em meu auxílio; em ti eu me refugiei!”.
    Em seguida, entregou a alma a Deus e consumou o martírio entre os santos. Os cristãos recolheram às escondidas os seus restos e conservaram-nos para a glória de Cristo e louvor dos mártires.
    Foi também martirizado na Ásia naquele tempo, o bispo de Laodicéia, Sagaris. (Eusébio, História Eclesiástica, l. IV, 26,3.5).

out
24

Tortura e martírio

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A tortura era feita para que o cristão concordasse em renegar publicamente a sua fé e a oferecer sacrifícios aos deuses romanos e as vezes eram feitas as escondidas em calabouços. Em geral as torturas eram suplícios terríveis, mas feitas de modo a não matar o torturado, e se ele cedesse era libertado e retornava para casa.

O martírio era um castigo, uma condenação, com sentença proferida pelo magistrado encarregado do julgamento, e era as claras, em público,brutal, feito para matar e em geral terminava com os condenados sendo queimados, ou esquartejados, desmembrados ou atirados as feras.

Mas antes, o condenado sofria açoites com vários tipos de varas e chicotes, alguns feitos com finos galhos de arbustos com espinhos, que cortavam a carne sem sangrar, arrancavam pedaços dos seios e a pele da planta dos pés, prolongando o sofrimento, tudo isto para deleite da multidão.

Em alguns casos, quando o condenado era figura importante ou soldado, tinham o privilégio de morrer degolado pela espada ou machado. O martírio era documentado nos chamado “Atos de Martírio” e eram publicados na cidade onde ele ocorria, e arquivados na biblioteca em Roma.

Conforme historiadores da época, os condenados comuns esperneavam, gritavam, berravam, prometendo tudo para parar o sofrimento, mas os santos, com uma fé inabalável, apenas oravam ou cantavam hinos de louvor a Deus, piedosamente aguardando seu encontro com Jesus.

Segundo os martirologistas, somente uma pessoa santa e fé inabalável, poderia resistir ao martírio. Por isto os mártires da época com “Atos de Martírio” autênticos, são considerados santos sem passar todo o longo processo de beatificação e canonização.

out
24

Livro revela a “noite escura” que viveu Madre Teresa de Calcutá

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Há 10 anos da morte de Madre Teresa de Calcutá, foi publicado em setembro uma coletânea de cartas que a beata escreveu em sua longa e profunda aridez espiritual.

Madre Teresa sentiu um “vazio” como qualquer humano e as cartas que ela trocou com colegas demonstram sua humildade, disse o Arcebispo de Calcutá, Dom Lucas Sircar, onde a freira passou a maior parte de sua vida. Segundo ele, “Todo mundo em determinado momento da vida sente algum tipo de vazio ou escuridão”.

O livro intitulado “Mother Teresa: come be my light” (Madre Teresa: Venha e seja minha luz), que reúne estas cartas foi compilado pelo Padre Brian Kolodiejchuk, postulador da causa de canonização da religiosa.

Pessoas que conviveram com a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 1979 disseram que ela superou “vazios” e “dúvidas” e manteve o anúncio do Evangelho de Cristo e o amor aos pobres até morrer, em 1997, aos 87 anos.

“Há tanta contradição em minha alma, um profundo desejo de Deus, tão profundo que faz mal; um sofrimento contínuo e com isso o sentimento de não ser querida por Deus, vazia, sem fé, sem ânimo, sem zelo…”, dizem as palavras de Madre Teresa em um dos trechos do livro.

Mas o que é esta “noite escura do espírito” que viveu essa santa da caridade? Padre Raniero Cantalamessa, Pregador da Casa Pontifícia, responde:

“É algo que é muito presente na tradição cristã; talvez novo e inédito na forma que viveu Madre Teresa, porque enquanto “a noite escura do espírito” de São João da Cruz é um período preparatório para aquele que se chama “unitivo”, para Madre Teresa parece que tenha sido um período estável. A partir de um certo momento da sua vida, quando começou esta grande obra de caridade até o fim. Ao meu parecer, também o fato deste prolongamento da “Noite Escura” tem um significado para nós hoje. Creio que Madre Teresa seja a santa da era mediática, porque esta “noite do espírito” a protegeu de tornar-se vítima da mídia, isto é, do exaltar-se… de fato ela mesmo dizia, que diante das maiores honras e clamores da imprensa, ela não sentia exatamente nada porque vivia esse vazio interior. Portanto, era uma espécie de “proteção”, para atravessar a era da mídia”.

Perguntado sobre a repercussão do livro, Padre Cantalamessa disse não acreditar que será mal interpretado, e acredita que “com o mínimo de comentário, dando coordenadas mínimas para inserir este fenômenos, o livro produzirá um bem imenso”.

O livro foi lançado no dia 4 de setembro.

out
24

As Sete Meditações (Parte 2)

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As Sete Meditações sugeridas por
São Francisco de Sales

Bispo, Doutor da Igreja e Príncipe de Genebra.

Sobre os Pecados

Preparação

1.Põe-te na presença de Deus.
2.Pede a Deus que te inspire.

Consideração

1.Vai em espírito aquele tempo em que começastes a pecar; pondera quanto tens aumentado e multiplicado os teus pecados de dia a dia, contra Deus e contra o próximo, por tuas obras, por tuas palavras, por teus pensamentos e por teus desejos.

2.Considera tuas más inclinações e com que paixão tu as seguiste; com estas duas considerações, verás que teus pecados sobrepujam o número de teus cabelos e mesmo as areias do mar.

3.Presta atenção especialmente a tua ingratidão para com Deus, pois este é um pecado geral que se acha em todos os outros e lhes aumenta infinitamente a enormidade.Conta, se podes, todos os benefícios de Deus, dos quais a maldade de teu coração se serviu para desonrá-Lo; todas as inspirações desprezadas, todas as moções da graça inutilizadas e todos os diferentes abusos do sacramentos.Onde estão, pelo menos, os frutos que Deus esperava dai?Que é o feito das riquezas com que o teu divino esposo exortou a tua alma?Tudo foi deturpado por tuas iniqüidades.Pensa que tua ingratidão foi a ponto de fugires da esperança de Deus, para te perderes, enquanto Ele te seguia, passo por passo, para te salvar.

Afetos e resoluções

1.Sirva aqui a tua miséria para confundir-te.Ó meu Deus, como ouso apresentar-me diante de Vós?Oh! Eu me acho num deplorável estado de corrupção, impureza, ingratidão e iniqüidade.É possível que eu tenha levado a minha insensatez e ingratidão a ponto de já não haver um de meus sentidos que não esteja deturpado por minha iniqüidades, nenhuma das potências de minha alma que não esteja profanada e corrompida por meus pecados e que não se tenha passado um só dia de minha vida que não fosse cheio de obras más?
É este o fruto dos benefícios do meu Criador e o preço do sangue de meu Redentor?

2.Pede perdão dos teus pecados e lança-te aos pés do Senhor, como o filho pródigo aos pés de seu pai; como Santa Madalena aos pés dos seu amantíssimo Salvador, como a mulher adúltera aos pés de Jesus, seu juiz.
Ó Senhor, misericórdia para essa alma pecadora.Ó divino coração de Jesus, fonte de compaixão e de bondade, tende piedade desta alma miserável.

3.Propõe-te melhorar de vida.Nunca mais, Senhor, me entregarei ao pecado, não, jamais, como o auxílio de Vossa graça.Oh! amei-O demais, mais agora detesto-O de todo o meu coração.Eu Vos agradeço, ó Pai das misericórdias!Em Vós quero viver e morrer.

Ao acusar-me-ei a um sacerdote de Jesus Cristo, com o coração humilde e sincero, de todos os meus pecados, sem espécie a