nov
27

Mártires da Igreja 17: As pérolas da Igreja pisadas pelos porcos. Martírio de Piônio

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    Em Esmirna (Turquia), Piônio foi preso, com Sabina, Asclepíade, Macedônia e Lino, quando celebrava o aniversário de Policarpo. Estavam concluindo as orações e tinham acabado de tomar o pão consagrado, quando apresentou-se Polemone, guarda dos templos, com os esbirros encarregados de prender os cristãos e levá-los a sacrificar aos ídolos e comer as carnes imoladas.

    - Conheceis sem dúvida - acusou-os Polemone - o decreto do imperador que vos ordena sacrificar aos deuses.
    Piônio respondeu:
    - Nós conhecemos o mandamento de Deus que nos ordena adorar somente a ele. Homens de Esmirna, que, orgulhosos da vossa cidade, vos gloriais de serem incluídos entre os concidadãos de Homero, rides dos Apóstolos, escarneceis dos que espontaneamente vão sacrificar ou não recusam de o fazer porque obrigados, mas deveríeis seguir o conselho de vosso Homero que diz ser uma coisa ímpia burlar de quem está para morrer. É doce viver, mas nós estamos em busca de uma vida melhor. É bela a luz, mas nós desejamos a verdadeira luz! Sei que a terra é bela, mas ela é obra de Deus. Nós não renunciamos a ela por desgosto ou desprezo, mas porque preferimos bens melhores.
    Sabina sorria e, à pergunta de Polemone e de seu séquito, se estava contente, respondeu:
    - Sim, somos cristãos por graça de Deus; aqueles que acreditam em Cristo estão certos de ir para a felicidade eterna.
    E eles: - As mulheres que se recusam a sacrificar devem preparar-se para a casa de prostituição; isso não te desagrada?
    - O Deus de santidade velará por mim - respondeu Sabina.
    Aos que, depois de terem apostatado, foram vê-los na prisão, disse Piônio:
    - Tenho uma tristeza que me destroça o coração, ao ver pisadas pelos porcos as pérolas da Igreja, caídas por terra as estrelas do céu, destruída pelo javali a vinha plantada pela mão direita do Senhor; a Satanás foi permitido abanar-nos como o trigo na peneira, e o Verbo de Deus tem nas mãos um tridente de fogo para limpar a eira; em sua misericórdia, está pronto a acolher-vos novamente.
    Foi levada a lenha, e foram amontoados os feixes ao redor dos condenados; Piônio fechou os olhos, e a multidão pensou que tivesse morrido, mas ele rezava em silêncio; concluída a oração, reabriu os olhos, enquanto a chama subia. Com intensa alegria nos olhos, disse:
    - Amém, Senhor, recebe a minha alma.
    Um leve estertor, e depois expirou sem dor.

nov
26

Cântico Espiritual

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Quando tu me fitavas,
Teus olhos sua graça me infundiam;
E assim me sobreamavas
E nisso mereciam
Meus olhos adorar o que em ti viam.

Não queiras desprezar-me,
porque, se cor trigueira em mim achaste,
já podes ver-me agora,
pois, desde que me olhaste,
a graça e a formosura em mim deixaste.

(São João da Cruz)

nov
22

Dor e Amor

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Poesia enviada por um de nossos leitores. Envie também a sua!

Meu coração está ferido de dor

Mas cheio de amor

Doendo pela correção do meu amado

Amando por saber

que Ele me ama.

Sem precisar falar

Abro meu coração
Olho em seus olhos

Ponho-me ao chão

Arrependida, peço perdão

Lágrimas de dor

Lágrimas de amor

Lágrimas que lavam minha alma

Lágrimas de dor

Lágrimas de amor

Lágrimas de uma alma apaixonada

(Jamille Gomes)

nov
21

Santa Rita de Cássia

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Santa Rita de CássiaSaiba mais sobre a vida e os milagres de Santa Rita de Cássia (1386-1457), conhecida em todo o mundo como “a santa das causas impossíveis”.

Essa superprodução é omelhor e mais completo filme já feito sobre essa importante personagem da história do cristianismo. Filmada em belíssimas locações na Itália, sua terra natal, a obra acompanha toda a trajetória de Santa Rita: o casamento na juventude, a morte trágica do esposo e dos filhos, a entrada no convento e sua exemplar vida religiosa. Emocione-se com a história de Santa Rita, uma das mais belas de toda a Cristandade.

Leia mais:


nov
20

Campanha contra o ORKUT

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Artigo enviado através da página “Escreva seu artigo” por Domingos Arruda, no dia 20/10/07

Caso você também queira participar do blog, enviando um artigo, vá até a página Escreva seu artigo e adicione um comentário.

Lanço aqui um convite a você que usa, de algum tempo para cá, o Orkut como instrumento de comunicação na internet: será que o bom uso que você faz é suficiente para que se tolere tamanha gama de erros e de revoluções? Eu sei que as intenções são boas, que a coisa foi inventada para congregar, com mais facilidade, pessoas que têm os mesmos gostos e objetivos; eu sei que aqui e ali se encontra exceções à regra e se consegue ver algum trabalho interessante, algum bem. Sei ainda que este instrumento, quando usado bem, permite que se encontre pessoas já há muito esquecidas nas brumas do passado. Mas basta se fazer um bom trabalho e fechar os olhos para a destruição de tantos bens maiores? Quem pode dormir em paz com tal consciência?

Queria lhes propor uma campanha. Queria propor uma campanha contra um organismo que tem levado muitas almas à corrupção dos piores vícios. Desde crianças pequenas até adultos, todos têm se contaminado com uma vida falsificada que lhes é oferecida pelo ORKUT.

APAGUE O SEU ORKUT
Para alguns, o Okut é um ambiente perigoso, porque muito exposto. Qualquer um pode se apresentar como “amigo”, com qualquer foto falsa; pode-se ter na sua lista de “amigos” pessoas com quem você não gostaria de ter nenhum “relacionamento”, nem mesmo virtual (veja noticia). Já começa a ficar na moda os crimes organizados pelo Orkut, os jornais estão aí com notícias ainda frescas. (Cf O Globo, 11/4, capa e pag. 12) Fica assim muito fácil para um bandido organizar um seqüestro relâmpago da sua filha que marcou um encontro, no Orkut, em tal lugar. Então….

FUJA DO ORKUT
Para outros, a coisa já foi além, pois o Orkut já figura em muitos processos criminais, tendo já seu peso em muitas sentenças judiciais (veja aqui algumas sentenças). É do conhecimento público que o Orkut está sendo constantemente monitorado pela Polícia Federal. De graça e sem nem mesmo perceber, seus filhos podem cair numa cilada… Já que se trata de “relacionamentos”, então vale o adágio: “Diga-me com quem andas e direi quem és”. Por isso, entrem na campanha:

O LIXO DO ORKUT PARA A LIXEIRA
Sinceramente, as razões expostas acima já são suficientes para uma pessoa de bem se apressar em acabar com uma ferramenta já contaminada a fundo. Mas, para mim, isso tudo ainda é muito pouco.
O Orkut é uma falsificação do que há de mais puro na vida do homem, que é a amizade. Amigo não é aquele que aparece numa lista de computador. Não pode ser assim. A verdadeira amizade está desaparecendo da face da terra, na mesma medida em que desaparece a prática das virtudes, pois ser bom já não significa agir bem, segundo a Lei de Deus, mas apenas clicar num quadradinho da tela onde está dito: Aceito os termos do contrato. É isso, sim. Eis aí o homem ético! Segue a ética porque clicou ali, como um médico segue a ética porque aceita obedecer aos deuses das academias que estabelecem o bem e o mal, o certo e o errado, mesmo que no meio disso esteja o assassinato dos inocentes no ventre de suas mães, ou o uso de seres humanos indefesos para experiências científicas. Ético é o advogado que segue à risca as regrinhas de um Direito positivista, mesmo se estas regras ferem a Lei de Deus. Assim como esta ética é abominável aos olhos de Deus, assim também é esta falsa amizade, destruidora dos laços de verdadeiro amor.

ORKUT - A PRÁTICA DE TODOS OS VÍCIOS
Assim, pois, as maravilhas da Internet nos propõem uma falsa amizade onde o amigo é apenas uma sombra que passa e se esconde por detrás de uma onda de rádio. A verdadeira amizade se constrói ao longo da vida, olho no olho, braço no braço. Amizade é conseqüencia da Caridade. Nada disso está presente no mundo do Orkut. Ali, o que as crianças, os jovens e adolescentes, e mesmo os adultos, procuram, é que se fale de si, que se tenha muitos “amigos”, que as pessoas se interessem por si. Ora, isto se chama VAIDADE. O Orkut é uma máquina de excitar as vaidades. Cada um está ali buscando sua própria glória, querendo aparecer. Quando uma criança recém saída das fraldas (descartáveis) descobre o gostinho de ser elogiada, de ser interessante, o terrível gosto do aplauso, ela mergulha maravilhada num mundo irreal. Isso já acontece na vida delas há anos, pelas novelas de televisão, pelos jogos e video-games, pelo vício do Messenger e outros. A vaidade precoce gera o sexo precoce. É só disso que as pessoas falam. Aos dez anos, as crianças já têm no sexo o centro dos seus interesses. A fofoca corre solta, a criança se sente poderosa e livre, e vai criando uma falsa vida virtual, que começou com a falsa amizade de um site de relacionamentos virtuais. Agora, torna-se enraizado, torna-se a própria vida das pessoas. O vício cega, e tem crianças que já não conseguem mais produzir na escola, já não pensam mais nas necessidades da casa, na verdadeira amizade por um irmão, pelo pai e pela mãe. Imagino que vocês saibam que este vício, como todos os vícios, vai exigindo da alma escravizada atitudes cada vez mais fortes. O Orkut, como hoje o conhecemos, vai diminuir seu impacto. Algo mais terrível já está sendo preparado há alguns anos, pelos jogos “Sim”… SimCity e, sobretudo, The Sims. Pois já está tomando conta das pessoas viciadas em Orkut, a versão mais diabólica e simiesca do Orkut, chamado Second Life, onde cada participante se “fantasia” virtualmente em uma personalidade falsa, livre, aberta a todas as loucuras, a todos os pecados, joguete fácil do demônio, que terminará levando estas almas a viver assim também na vida real. E quando já não souberem mais quem são, se matarão.

ORKUT - … E VIVERAM PERVERSOS PARA SEMPRE
A tecnologia em ritmo alucinante já está colocando dentro das casas as ferramentas necessárias para que a humanidade viva sob uma espécie de hipnose coletiva. Já é assim, mas vai piorar. O casamento da televisão com o computador já é realidade e em pouco tempo será tão comum quanto o uso do celular. A telefonia por IP, que já se desenvolve a passos largos virá sormar-se a esta “família”, barateando a comunicação por voz. E é assim que, sob aspectos de modernidade, de facilidades, de mais (des) informação, estarão dentro das casas os aparelhos de TV ligados o dia todo, em diversos cômodos da casa, servindo de instrumento da burrificação total e definitiva. Os homens, vivendo na excitação dos vícios, como vimos acima, tendo sua imaginação contaminada pelo jogo das personalidades falsas, estarão colados a estes super-aparelhos, incapazes de desenvolver um pensamento lógico, de ler um bom livro, de escrever uma frase correta. Não é ficção, mas o que já vivemos nos nossos dias.
E para você, leitor de boa vontade, que usa o Orkut para se comunicar com os amigos, para lhes passar bons textos ou para descobrir pessoas já há muito desaparecidas, lembro que existem outras ferramentas para isso, que exigem também atenção e desapegos, mas que não estão tão ligadas à falsificação do homem. E quando a falta de segurança dentro do Orkut obrigar a todos a estarem fantasiados, sem perfil, sem fotografia, nem mesmo o bom uso de encontrar amigos (de verdade) será possível. Vocês não pararam ainda para pensar, mas devem saber que contribuiram indiretamente para a maior difusão de uma obra que está sendo destruidora acelerada das conciências. Vocês não sabem quantos dos seus “amigos” e dos seus filhos se prejudicaram pelo uso indevido deste espelho gigantesco do inferno.

TCHAU! ORKUT - JÁ VAI TARDE
Já apagou o seu? Não tenha medo nem vergonha. Lidere o movimento na sua família, na sua paróquia, no seu trabalho. Mostre aos outros que suas preocupações são mais inteligentes, mais elevadas. Envie o link desta campanha e não se deixe conduzir para onde você não quer ir.
E quando você apagar o seu Orkut, envie um e-mail por aqui, para a contagem de orkut´s apagados.
Dom Lourenço Fleichman OSB
Fonte: http://www.permanencia.org.br/boletim/mai07.htm#EDITORIAL

nov
20

Congresso para Jovens

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“…derramarei do meu Espírito sobre todo ser vivo: profetizarão os vossos filhos e as vossas filhas. Os vossos jovens terão visões…” (At 2,17)

Algumas fotos do Congresso:


Congresso para Jovens

Congresso para Jovens

Congresso para Jovens

Congresso para Jovens

Partilhe como foi para você o Congresso de Cura e Aconselhamento para Jovens que ocorreu no último final de semana, dias 17 e 18 de Novembro.

nov
20

Mártires da Igreja 16 - Gosto de viver - Martírio de Apolônio, santo e nobilíssimo apóstolo de Cristo

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    Apolônio, senador romano, era conhecido entre os cristãos da Urbe pela elevada condição social e profunda cultura. Denunciado provavelmente por um escravo, o juiz convidou Apolônio a justificar-se diante do senado. Ele “apresentou - escreve Eusébio de Cesaréia - uma eloqüentíssima defesa da própria fé, mas foi igualmente condenado à morte.

    O procônsul Perênio, em respeito à nobreza e fama de Apolônio, estava sinceramente desejoso de salvá-lo, mas foi obrigado a emitir a sentença de condenação devido ao decreto do imperador Cômodo (por volta do ano 185).
    Apresentamos algumas passagens do processo, no qual o mártir afirma o seu amor pela vida, recorda as normas dos Cristãos, recebidas do Senhor Jesus, e proclama a esperança de uma vida futura.

    Apolônio: Os decretos dos homens não podem suprimir o decreto de Deus; quantos mais crentes matareis, mais será multiplicado o seu número por obra de Deus. Não achamos difícil morrer pelo verdadeiro Deus, porque, por meio dele, somos o que somos; para não morrer de morte ruim, suportamos tudo com constância; vivos ou mortos, somos do Senhor.
    Perênio: Com estas idéias, Apolônio, provas que gostas de morrer!
    Apolônio: Eu gosto de viver, ma é só por amor à vida que não temo realmente a morte; não existe, sem dúvidas, nada mais precioso do que a vida, mas da vida eterna que é imortalidade da alma para quem viveu bem nesta vida terrena. A palavra de Deus, o nosso Salvador Jesus Cristo, “ensinou-nos a deter a ira, a moderar o desejo, a mortificar a concupiscência, a superar as dores, a ser abertos e sociáveis, a aumentar a amizade, a destruir a vanglória, a não buscar a vingança contra os que nos fazem o mal, a desprezar a morte pela lei de Deus, a não trocar ofensa com ofensa, mas a suportá-la, a crer na lei que ele nos deu, a honrar o soberano, a venerar somente o Deus imortal, a crer na alma imortal, no juízo que virá depois da morte, a esperar no prêmio dos sacrifícios pela virtude, que o Senhor concederá após a ressurreição daqueles que viveram santamente.
    Quando o juiz pronunciou a sentença de morte, Apolônio disse: “Dou graças ao meu Deus, procônsul Perênio, junto com todos os que reconhecem como Deus o seu onipotente e unigênito Filho Jesus Cristo e o Espírito Santo, também por esta tua sentença que é, para mim, fonte de salvação”.
    Apolônio morreu decapitado em Roma no dia 21 de abril de 183. Eusébio comenta assim a morte de Apolônio: “O mártir, muito amado por Deus, um santíssimo lutador de Cristo, foi ao encontro do martírio com alma pura e coração fervoroso. Seguindo o seu fúlgido exemplo, vivificamos a nossa alma com a fé”.     Sabemos ainda do mesmo Eusébio que o acusador de Apolônio - como mais tarde o do futuro Papa Calisto - foi condenado a ter as pernas despedaçadas. De fato, segundo uma disposição imperial, trazida por Tertuliano (Ad Scap. IV, 3), atribuída a Marco Aurélio, os acusadores dos cristãos deviam ser condenados à morte. Os Atos do martírio de Apolônio, descobertos no século passado, existem também em versão armênia e grega, e em várias traduções modernas.

nov
19

Glosas da alma que pena não ver a Deus

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Em mim eu não vivo já,
E sem Deus viver não posso;
Pois sem ele e sem mim quedo,
Este viver que será?
Mil mortes se me fará,
Pois minha mesma vida espero,
Morrendo porque não morro.

Esta vida que aqui vivo
É privação de viver;
E, assim, é contínuo morrer
Até que viva contigo.
Ouve, meu Deus, o que digo,
Que esta vida não a quero,
Pois morro porque não morro.

Ausente estando eu de ti,
Que vida poderei ter
Senão morte padecer,
A maior que jamais vi?
Pena se assim eu persevero,
Morrerei porque não morro.

O peixe que da água sai
Nenhum alívio carece
Que na morte que padece,
Afinal a morte lhe vale.
Que morte haverá que se iguale
Ao meu viver lastimoso,
Pois se mais vivo, mais morro?

Quando penso aliviar-me
Vendo-te no Sacramento,
Faz-se em mim mais sentimento
De não poder-te gozar;
Tudo é para mais penar,
Por não ver-te como quero,
E morro porque não morro.

Se me deleito, Senhor,
Com a esperança de ver-te,
Vendo que posso perder-te
Redobre-se em mim a dor;
Vivendo em tanto temor
E esperando como espero,
Morro sim, porque não morro.

Livra-me já desta morte,
Meu Deus, entrega-me a vida;
Não ma tenhas impedida
Por este laço tão forte;
Olha que peno por ver-te,
O meu mal é tão inteiro
Que morro porque não morro.

Chorarei já minha morte,
Lamentarei minha vida,
Enquanto presa e retida
Por meus pecados está.
Oh, meu Deus! Quando será
Que eu possa dizer deveras:
Vivo porque já não morro?

(São João da Cruz / Ávila 1572-1577)

nov
16

Dois novos testemunhos no Igreja Online

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Estamos reformando o site “Igreja Online“, que já é uma referência de pesquisa dentre os sites católicos em língua portuguesa. Servindo de fonte de estudo para muitos.

Mesmo com muito trabalho por fazer, não paramos de adicionar novas matérias.

Você pode conferir agora, dois novos testemunhos de ex-protestantes que se converteram ao catolicismo:

IGREJA ONLINE - Evangelizando no Novo Milênio! Acesse e divulgue!

nov
14

As Sete Meditações(Parte 5)

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As Sete Meditações sugeridas por
São Francisco de Sales

Bispo, Doutor da Igreja e Príncipe de Genebra

Sobre o Inferno

Preparação

1.Põe-te na presença de Deus.
2.Pede a Deus humildemente a sua graça.
3.Imagina uma cidade envolta em trevas, toda ardendo em chamas de enxofre e pez, que levantam uma fumaça horrível e toda cheia de habitantes desesperados, que dela não podem sair nem morrer.

Consideração

1.Os condenados estão no abismo do inferno, como desventurados habitantes desta cidade de horrores.Padecem dores incalculáveis em todos os seus sentidos e em todo o corpo; pois, assim como empregaram todo o seu ser para pecar, sofreram também em todo ele as penas devidas ao pecado.Desde modo, sofreram os olhos por seus olhares pecaminosos, vendo perto de si os demônios em mil figuras hediondas e contemplando com o inferno inteiro.Ai só se ouviram lamentos, desesperos, blasfêmias, palavras diabólicas, para punir por estes tormentos os pecados cometidos por meios dos ouvidos.E de modo análogo acontecerá aos demais sentidos.

2.Além destes tormentos, existem ainda um outro muito maior. É a privação e a perda da glória de Deus, que jamais verão. Por mais ditosa que fosse a vida de Absalão em Jerusalém, ele não deixava de protestar que a infelicidade de não ver por dois anos o seu pai querido lhe era mais intolerável que o tinha sido as penas do exílio. Ó meu Deus, que sofrimento será, pois, e que pesar imenso ser privado eternamente de Vos ver e amar.

3.Considera sobretudo a eternidade a qual por si só faz o inferno insuportável. Ah! Se o calor de uma febrezinha torna uma breve noite corrompida e enfadonha que horrenda não será a noite no inferno, onde a eternidade se ajunta a abundância dos tormentos? É desta eternidade que procede a desesperação eterna, as blasfêmias execráveis e os rancores sem fim.

Afetos e Resoluções

1.Procura incutir temor em tua alma, dirigindo-lhe as palavras do profeta Isaías: Ó minha alma, poderás habitar com o fogo devorante? Habitarás com os ardores sempiternos? Queres deixar teu Deus para sempre?

2.Confessa que tens merecidos esses horríveis castigos; e quantas vezes? Ah! Desde este instante melhorarei de vida, seguirei um caminho diferente do que tenho seguido até agora. Para que precipitar-me neste abismo de misérias?

Conclusão

Agradece…oferece…ora, etc.Pai-Nosso, Ave-Maria.

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