jul
09

A queda dos anjos maus

Não gosteiRazoávelBomMuito BomExcelente (1 avaliações, average: 1 out of 5)
Loading ... Loading ...

“Tu, desde o princípio, quebraste o meu jugo,

rompeste os meus laço e disseste: - Não servirei!”

(Jer 2, 20)

DEUS CRIOU OS ANJOS num alto estado de perfeição natural e, além disso, os elevou à ordem sobrenatural. É de fé que todos os espíritos angélicos foram criados bons.

A Sagrada Escritura, com efeito, chamam-os “filhos de Deus” (Jó 38, 7), “santos” (Dan 8, 13), “anjos de luz” (2 Cor 11, 14). Entretanto, os próprios Livros Sagrados se referem a “espíritos imundos” (Lc 8, 29); “espíritos piores” (Lc 11, 26); “espíritos malignos” (Ef 6, 12); e outras expressões análogas.

Isto indica que certos anjos tornaram-se maus, tiveram sua vontade pervertida. Em suma: pecaram.

A batalha no Céu

“Tu, desde o princípio, quebraste o meu jugo, rompeste os meus laços e disseste: - Não servirei!” (Jeremias 2, 20).

Este versículo do Profeta Jeremias sobre a revolta do povo eleito contra Deus tem sido aplicado à revolta de Lúcifer – Não servirei!”- respondeu São Miguel com o brado de fidelidade: “Quem é como Deus!”(significado do nome Miguel em hebraico).

No Apocalipse, São João descreve essa misteriosa batalha que então se travou no Céu:

“Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles. Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos” (Apoc 12, 7-9).

O próprio Jesus dá testemunho dessa queda: “Eu via Satanás cair do céu como um relâmpago” (Luc 10, 18). “(O Demônio) foi homicida desde o princípio, e não permaneceu na verdade” (Jo 8, 44)

Os anjos podiam pecar

Como poderia o anjo ter pecado, uma vez que ele não está sujeito às paixões ou ao erro no entendimento, como nós homens?

“Como compreender semelhante opção e rebelião a Deus em seres dotados de tão viva inteligência?” – pergunta João Paulo II. O próprio Pontífice responde: “Os Padres da Igreja e os teólogos não hesitam em falar de cegueira, produzida pela supervalorização da perfeição do próprio ser, levada até o ponto de ocultar a supremacia de Deus, a qual exigia, ao contrário, um ato de dócil e obediente submissão. Tudo isto parece expresso de maneira concisa nas palavras: ’Não servirei’ (Jer 2, 20), que manifestam à radical e irreversível rejeição de tomar parte na edificação do reino de Deus no mundo criado. Satanás, o espírito rebelde, quer seu próprio reino, não o de Deus, e se levanta como o primeiro adversário do Criador, como opositor da Providência, como antagonista da sabedoria amorosa de Deus”.

E o Papa explica que os anjos, por serem criaturas racionais, são livres, isto é, têm a capacidade de escolher a favor ou contra aquilo que conhecem ser o bem: “Também para os anjos a liberdade significa possibilidade de escolha a favor ou contra o bem que eles conhecem, quer dizer, o próprio Deus”.

Criando os anjos racionais e livres, quis Deus que eles- com o auxílio da graça – fossem os agentes de sua própria felicidade ou de sua perda, caso cooperassem ou resistissem à graça. Para que merecessem a felicidade eterna, submeteu-os a uma prova.

É de fé que todos os espíritos angélicos foram submetidos a uma prova. Entretanto, não sabemos qual teria sido essa prova. Os teólogos procuram excogitar qual teria sido.

O pecado de Lúcifer e dos anjos que se revoltaram com ele teria sido, pois, um pecado de soberba, ou seja, de complacência na própria excelência, com menoscabo da honra e respeito devidos a Deus.

Estes elementos se encontram em todo pecado – explica o Pe. Bujanda – pois quem ofende a Deus prefere a própria vontade, em vez da vontade divina, e nela se compraz.

Acredita-se comumente que tenha sido um pecado de orgulho, de soberba, pois a Escritura diz que: “foi na soberba que teve início a perdição” (Tob 4, 14).

Segundo São Tomás de Aquino, essa soberba consistiu em que os anjos maus desejaram diretamente a bem-aventurança final, não por uma concessão de Deus, por obra da graça, e sim por sua virtude própria, como mera decorrência de sua natureza. Desse modo, quiseram manifestar sua independência em relação a Deus; eles recusaram assim a homenagem que deviam a Deus como seu criador e desejaram substituir-se a Ele e ter o domínio sobre as coisas: ser como deuses (cf. Gen 3, 5).

RSS feed | Trackback URL

1 Comentário »

2008-06-16 21:10:06

achei otimo o texto que eu acabei de ler muito explicavel e bom

 
Nome (obrigatório)
Email (obrigatório, mas não será exibido)
Site ccc
Para evitar SPAM, favor responder à pergunta a seguir:
Quanto é 4 + 1?
Seu comentário (caixa pequena | caixa grande)
Você pode usar as tags <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong> no seu comentário.
top
Política de Privacidade