fev
11

Não soube do mundo

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Belo poema que fala sobre o aborto, retirado do blog do Felipe Aquino.

http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2008/02/08/poema-da-morte/

De: Renato de Azevedo

Era tão pequeno
que ninguém o via.
Dormia sereno
enquanto crescia.

Sem falar, pedia
- porque era semente -
ver a luz do dia
como toda a gente.

Não tinha usurpado
a sua morada.
Não tinha pecado.
Não fizera nada.
Foi sacrificado
enquanto dormia,
esterilizado
com toda a maestria.

Antes que a tivesse,
taparam-lhe a boca
- tratado, parece,
qual bicho na toca.

Não soltou vagido.
Não teve amanhã.
Não ouviu “Querido”…
Não disse “Mamã”…
Não sentiu um beijo.
Nunca andou ao colo.
Nunca teve o ensejo
de pisar o solo,
pezito descalço,
andar hesitante,
sorrindo no encalço
do abraço distante.

Nunca foi à escola,
de sacola ao ombro,
nem olhou estrelas
com olhos de assombro.

Crianças iguais
à que ele seria,
não brincou com elas
nem soube que havia.

Não roubou maçãs,
não ouviu os grilos,
não apanhou rãs
nos charcos tranquilos.

Nunca teve um cão,
vadio que fosse,
a lamber-lhe a mão
à espera do doce.

Não soube que há rios
e ventos e espaços.
E invernos e estios.
E mares e sargaços.
E flores e poentes.
E peixes e feras
-as hoje viventes
e as de antigas eras.

Não soube do mundo.
Não viu a magia.
Num breve segundo,
foi neutralizado
com toda a maestria.

Com as alvas batas,
máscaras de entrudo,
técnicas exatas,
mãos de especialistas
negaram-lhe tudo
( o destino inteiro…)
- porque os abortistas
nasceram primeiro.

ago
28

Aborto de feto saudável por erro…

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A eugenia impõe suas leis.

Comentário de «L’Osservatore Romano» a um dramático caso ocorrido na Itália
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 27 de agosto de 2007 (ZENIT.org).- «L’Osservatore Romano», o jornal da Santa Sé, considera que o aborto por erro de uma menina, ao invés de sua irmã gêmea com síndrome de Down, mostra que «a eugenia impõe suas leis».

O jornal vaticano, na edição italiana que estará nas bancas nesta terça-feira, comenta o caso e o atribui à «cultura da perfeição, que impõe a exclusão de tudo o que não parece belo, resplandecente, positivo, cativante».

«E o que resta é o vazio, o deserto de uma vida sem conteúdos, ainda que estiver perfeitamente confeccionada», reconhece.

Um hospital italiano confirmou neste domingo que, durante um aborto seletivo por uma alteração cromossômica em um de dois gêmeos, a equipe médica a cargo da intervenção eliminou equivocadamente o feto saudável.

O hospital São Paulo, de Milão, explicou que se tratou de «uma terrível fatalidade», dado que os embriões, que estavam no terceiro mês de sua gestação, mudaram de posição na placenta antes da intervenção.

Segundo informou o hospital, os médicos conheciam só a posição do embrião enfermo, já que as ecografias realizadas antes da intervenção mostravam que ambos bebês eram morfologicamente iguais, pelo que não apresentavam diferença alguma.

Mas antes da intervenção, mudaram de posição e o feto saudável se situou no lugar que ocupava o gêmeo com a alteração cromossômica.

A polícia de Milão iniciou uma investigação para elucidar as circunstâncias do acontecimento, mas sem fazer referência a indagações nem a hipóteses de delito, segundo deram a conhecer a mídia local nesta segunda-feira.

Com o título «Não há direito», «L’Osservatore Romano» constata que no final «morreram duas meninas, assassinadas como conseqüência de um aborto seletivo».

«Uma decisão radical levou a repetir o aborto da irmãzinha que havia ficado com vida», a menina com síndrome de Down.

Mas ninguém, segundo o diário vaticano, «tem direito de eliminar outra vida. Nenhum homem tem direito de tomar o lugar de Deus. Por nenhum motivo».

«E, contudo, inocentes continuam morrendo. Suas palavras não pronunciadas, seus sorrisos nunca expressados, seus olhares nunca acolhidos, contiunuam suscitando desdém, ou ao menos as necessárias, profundas e sérias reflexões.»

«É uma decisão ilegítima, ainda que esteja autorizada pela lei, como acontece na Itália», acrescenta.

Comentando a notícia do aborto, o bispo Elio Sgreccia, presidente da Comissão Pontifícia para a Vida, fez um chamado a acolher toda vida humana.

«Só com este ato fundamental da parte de todas as pessoas interessadas, alcança-se a verdadeira serenidade, a verdadeira paz da consciência e o verdadeiro bem da sociedade», esclareceu nesta segunda-feira em declarações à «Rádio Vaticano».

«Temos de sentir-nos interpelados, todos, por este e por outros muitos casos que se repetem diariamente, para assumir um compromisso novo e diferente pelo respeito da vida humana desde o primeiro momento, pois estas criaturas têm a mesma dignidade que nós.»

«E no caso de que padeçam alguma enfermidade, simplesmente têm um motivo a mais para ser ajudadas», conclui.

ago
20

Anistia Internacional diz “adeus” aos católicos

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.- A organização Anistia Internacional “disse definitivamente adeus aos católicos”, assinalou esta semana o Bispo católico britânico Michael Evans, ao comentar a decisão da organização de converter-se em promotora do aborto a nível mundial, ao concluir na semana passada sua reunião na Cidade do México.

Ao concluir sua reunião de coordenação na capital mexicana com um comunicado onde reafirma a decisão de deixar a posição neutra em relação ao aborto e converter-se, adiante, em promotora do “direito” ao aborto das mulheres nos países onde ainda o assassinato de nascituros é ilegal.

Dom Evans, Bispo de East Anglia na Inglaterra, e até agora um dos mais importantes líderes católicos membros de Anistia Internacional, assinalou em uma nota de imprensa que a decisão pró-abortista marca a ruptura definitiva com o espírito de seu fundador, o converso católico britânico de 46 anos Peter Benenson, que criou a organização com o apoio do Vaticano e com uma postura inicial pró-vida.

“Esta lamentável decisão quase com segurança dividirá os membros da Amnesty e em conseqüência escavará seu vital trabalho em favor dos torturados e os prisioneiros de consciência,” adiciona o Prelado. “Entre todos os direitos humanos, o direito à vida é fundamental. O compromisso para trabalhar para ‘proteger o ser humano’ só se verá posto profundamente em risco por qualquer tipo de apoio ao aborto”.

Dom Evans assinala também que a Igreja católica compartilha com a Amnesty um firme compromisso contra a violência contra a mulher, mas “não pode compartilhar a violência cometida pelo aborto contra a mais vulnerável e indefesa forma de vida humana no ventre de uma mulher”.

No comunicado, o Prelado anuncia sua renúncia como membro há 31 anos à Amnesty e alenta aos católicos de seu país a expressarem à organização a mesma mensagem de rechaço a sua nova política.

Não existe direito humano ao aborto e Amnesty se manteve a margem inclusive nos casos que considera extremos”, diz Dom Evans, quem conclui assinalando que sua renúncia à organização convertida em abortista não implica que deixará de lutar pessoalmente contra a tortura e a favor da liberdade dos prisioneiros de consciência no mundo.

jun
29

MADRE TERESA E O ABORTO

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“Eu sinto que o maior destruidor da paz, hoje, é o aborto, porque é uma guerra contra a criança - um assassinato direto de uma criança inocente - assassinato pela própria mãe.

E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo seu próprio filho, como podemos dizer para outras pessoas que não matem umas às outras?

O mundo que Deus nos deu é mais do que suficiente para todos, segundo os cientistas e pesquisadores; existe riqueza mais do que de sobra para todos. É só uma questão de reparti-la bem, sem egoísmo.

O aborto pode ser combatido mediante a adoção. Quem não quiser as crianças que vão nascer, que as dê a mim. Não rejeitarei uma só deças. Encontrarei pais para elas”.

jun
27

Índia: aborto de meninas, crime contra humanidade

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Segundo o arcebispo de Bombaim
ROMA, terça-feira, 26 de junho de 2007 (ZENIT.org).- O arcebispo Oswald Gracias, de Bombaim, que é também presidente da Conferência Episcopal da Índia de rito latino, lançou um chamado à sociedade a favor da proteção da vida humana e, sobretudo, para pôr fim ao aborto seletivo de meninas.

Em declarações realizadas ontem para a associação católica internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), qualificou esta prática tão estendida na Índia de «crime contra a humanidade».

Em muitas famílias indianas, as meninas não são bem-vindas, explicou, pois muitos pais preferem ter filhos homens. A medicina moderna lhes permite conhecer o sexo do bebê antes de nascer e, portanto, eliminar as meninas de forma deliberada por meio do aborto.

O arcebispo assinalou que a Igreja Católica recordou publicamente estas crianças assassinadas «para dirigir a atenção da sociedade ao mal do aborto».

Segundo ele, a Igreja indiana exerce certa influência no âmbito da proteção da vida e, acrescenta, os círculos intelectuais hindus também estão começando a reconhecer o valor da vida.

O arcebispo Gracias, que está há seis meses no cargo, também comunicou sua intenção de fomentar a consciência política entre os católicos.

«Esperamos que assim sejamos capazes de contribuir para a criação de uma sociedade melhor», explicou, acrescentando que é inaceitável que a corrupção esteja tão estendida em todos os níveis na política.

Também disse que a Igreja deseja comprometer-se cada vez mais na defesa dos direitos humanos.

A seu modo de ver, uma Igreja bem organizada pode tender a concentrar-se muito em si mesma, e considera que a Igreja na Índia também deseja e necessita olhar para o exterior. Neste sentido, assinalou a especial importância da promoção dos direitos das minorias étnicas.

«O Governo não considera esta questão como prioritária. Nós, como Igreja, estamos nos dedicando a estas pessoas e ajudando-as a obter uma formação escolar e uma atenção à saúde, mas o partido fundamentalista hindu nos acusa de proselitismo», explicou o arcebispo Gracias, que assegurou que para formar «um grupo de pressão para os marginalizados» é necessário intensificar o trabalho nos meios de comunicação da Igreja e desenvolver uma boa estratégia nas relações públicas.

A arquidiocese de Bombaim é a maior diocese da Índia. Quase meio milhão de seus 13 milhões de habitantes é católico. A Igreja conta com 600 sacerdotes e 1.600 religiosas, e dirige 150 escolas.

mai
30

Qual a posição da Igreja Católica sobre o aborto?

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Um assunto que vem sendo amplamente discutido pela sociedade é a questão do aborto. Pessoas contrárias e favoráveis se degladiam nos mais variados lugares, em debates e até mesmo em supermercados.

Na verdade, o assunto veio à tona quando a ONU abriu, a 5 de setembro de 1994, a Conferência Mundial sobre População e Desenvolvimento, na cidade do Cairo (Egito). O objetivo do encontro era firmar um documento que garantisse à humanidade do próximo século um melhor padrão de dignidade e qualidade de vida. Contudo, o aborto tratado como método de planejamento familiar tornou-se o centro das questões e, ainda hoje, vários anos após o encerramento da Conferência, a polêmica continua.

Certamente a posição contrária ao aborto manifestada pela Igreja Católica durante a Conferência do Cairo (e também mantida durante toda a sua história) demonstra sua fidelidade à Palavra de Deus que defende a vida. Vejamos por que:

  • O aborto é uma afronta direta ao Quinto Mandamento: “Não matarás (Ex 20.13).
  • A ciência prova que a vida começa durante a fecundação do óvulo; nesse momento já existe vida, o que faz que aquele ser seja dotado de alma e conhecido de Deus (Jr 1,5).
  • Ao contrário do que pregam os defensores do aborto, não é de hoje que a Igreja condena o aborto. Trata-se de preceito bíblico: em Ex 1,8-21, lemos que quando os hebreus começaram a se multiplicar no Egito, o faraó incentivou o aborto, mas as parteiras não seguiram essa recomendação porque “temiam a Deus”.
  • O mais antigo catecismo usado pelos cristãos, a Didaqué, escrito no final do século I d.C., expressa claramente: “Não mate a criança no seio de sua mãe, nem depois que ela tenha nascido” (Did 2,2b).

Certamente o maior dom que Deus concedeu aos homens é a Vida. Torna-se inadmissível, portanto, que um cristão seja favorável ao aborto.

Aos que defendem que a mulher tem o direito de dispor de seu corpo, decidindo se deve ou não abortar, perguntamos: Será que o bebê que está naquele ventre faz parte do corpo da mãe? Ora, todos sabem que o embrião ou o feto não é um órgão da mãe, mas sim um outro ser humano.

Às mulheres que não desejam criar o filho que carregam no ventre, aconselhamos a doá-lo assim que o tiver. Não são poucos os casais que não podem ter filhos. Certamente não faltarão interessados! O que ocorre neste caso é que é muito mais fácil matar um ser que ainda não conhece e que, portanto, não lhe foi dedicado amor, do que tê-lo e doá-lo, pois depois de dar à luz, dificilmente a mãe venha a sentir ódio daquele ser tão pequeno e frágil.

Também é comum apelar-se para o aborto quando se sabe, por exames médicos, que o embrião ou feto possui alguma enfermidade que o levará à morte assim que for concebido. Por que não crer na providência de Deus? Quantos casos conhecemos de pais que, mesmo sabendo que seus filhos eram portadores de males fatais, resolveram tê-los e as crianças sobreviveram e muitas delas sem seqüelas? E quanto às que morreram? É bom saber que muitas crianças no país morrem por falta de transplante de órgãos do tamanho que precisam. Uma criança que morre logo após o parto pode doar seus órgão para crianças até 4 anos! É a morte que não gera outra morte, mas a Vida!

Dessa forma, podemos afirmar que o aborto, antes de ser um assunto religioso, trata-se de um direito humano: o direito à Vida!

Autor: Carlos Martins Nabeto

Fonte: Agnus Dei

mai
24

Não ao aborto

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Este é o fato: “O aborto é a morte de uma criança no ventre de sua mãe, produzida durante qualquer momento da etapa que vai desde a fecundação (união do óvulo com o espermatozóide) até o momento prévio ao nascimento”.

Até poucas décadas, a medicina afirmava não sentirem dor os bebês… Quantos sofrimentos não foram causados à esses pequeninos, submetidos a cirurgias sem o uso de anestesia, até que a ciência comprovasse o contrário?

À medida que evoluímos tecnologicamente, nos é possibilitado confirmar ou desmentir nossas próprias afirmativas. Caso recente do ultrassom que consegue hoje mostrar o desespero do feto no momento do aborto. A luta natural pela sobrevivência, antes mesmo do nascimento. Como poder negar já ser um indivíduo o feto?

Defensores do aborto procuraram encobrir sua natureza criminal mediante a terminologia confusa ou evasiva, ocultando o assassinato com jargão “interrupção voluntária da gravidez” ou sob conceitos como “direito de decidir” ou “direito à saúde reprodutiva”. Nenhum destes artifícios da linguagem, entretanto, podem ocultar o fato de que o aborto é um infanticídio.

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