fev
11

O que me falta Senhor ?

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O que me falta Senhor ?
Ser de novo teu pequeno
Ser aquele que ao ver Teu olhar sereno
Se enchia de desejo de contigo estar ?

O que me falta Senhor ?
Ser de novo teu menino
Que em sua inocência buscava a fonte da pureza
Procurando imitar
A essência da humidalde que és
Em Ti procurando ser
O que por natureza não sou
O que por mim mesmo não posso ser

Tu és por mim Senhor
Mesmo sem eu merecer
O nome disso é MISERICÓRDIA.
Cuidas de mim de forma que não posso compreender
Com Teus mimos me falas : És meu rebento
Com teus cuidados me pedes para ficar sempre bem perto
O nome disso é AMOR.

Quero de novo estar em Tua presença
Mas antes é preciso que eu volte
Volte a Te amar como nas primícias
Aprender que o primeiro passo para recomeçar
É renunciar ao mundo e suas malícias

Com Teu amor olhastes para meu coração
Um casebre sujo pelo pecado
E maltratado pelas tentações
Mas que nunca deixou ser Tua morada

Me perdi no caminho de dor que eu mesmo trilhei
É preciso que eu Volte a fechar os meus olhos para o mundo
E confiar que Tu me guias
Sempre pelo melhor caminho

Quero ser de novo teu menino
Quero voltar a ser
Teu pequeno.

Paulo Roberto

fev
11

Não soube do mundo

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Belo poema que fala sobre o aborto, retirado do blog do Felipe Aquino.

http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2008/02/08/poema-da-morte/

De: Renato de Azevedo

Era tão pequeno
que ninguém o via.
Dormia sereno
enquanto crescia.

Sem falar, pedia
- porque era semente -
ver a luz do dia
como toda a gente.

Não tinha usurpado
a sua morada.
Não tinha pecado.
Não fizera nada.
Foi sacrificado
enquanto dormia,
esterilizado
com toda a maestria.

Antes que a tivesse,
taparam-lhe a boca
- tratado, parece,
qual bicho na toca.

Não soltou vagido.
Não teve amanhã.
Não ouviu “Querido”…
Não disse “Mamã”…
Não sentiu um beijo.
Nunca andou ao colo.
Nunca teve o ensejo
de pisar o solo,
pezito descalço,
andar hesitante,
sorrindo no encalço
do abraço distante.

Nunca foi à escola,
de sacola ao ombro,
nem olhou estrelas
com olhos de assombro.

Crianças iguais
à que ele seria,
não brincou com elas
nem soube que havia.

Não roubou maçãs,
não ouviu os grilos,
não apanhou rãs
nos charcos tranquilos.

Nunca teve um cão,
vadio que fosse,
a lamber-lhe a mão
à espera do doce.

Não soube que há rios
e ventos e espaços.
E invernos e estios.
E mares e sargaços.
E flores e poentes.
E peixes e feras
-as hoje viventes
e as de antigas eras.

Não soube do mundo.
Não viu a magia.
Num breve segundo,
foi neutralizado
com toda a maestria.

Com as alvas batas,
máscaras de entrudo,
técnicas exatas,
mãos de especialistas
negaram-lhe tudo
( o destino inteiro…)
- porque os abortistas
nasceram primeiro.

dez
07

O Céu do meu Amado

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No céu, haverei de ouvir os mais belos cantos,
Contemplarei as mais belas rosas e
Encontrarei os anjos gloriosos de Deus.
Por todas as faces dos santos, me encantarei
Conversarei com os doutores da Igreja e
Abraçarei ardorosamente os mártires.

As estrelas são rachaduras
do chão desse céu.
Por elas vazam luzes.
A lua é a brecha maior de luz,
pois o céu que agora nomeio céu na terra;
É o solo por detrás do céu de Deus.

E as nuvens são pequenas fumaças
dos incensos de adoração dos anjos.
As fumaças escapam por debaixo do céu de Deus
e vemos as fumaças dos incensos dos anjos
a escorrerem sem parar por sobre as nossas cabeças.

No céu, perguntarei sobre os mistérios,
E o meu Pai, que me esperou,
haverá de me ensinar aulas eternas.
Na aula sobre a Trindade, estarei mais atenta
Na aula sobre Maria, ficarei mais apaixonada.

E quando Jesus der sua aula,
aprenderei sobre o Amor da cruz,
o amor mais verdadeiro,
a entrega mais completa,
e a obediência mais perfeita

Haverei de viver tudo isso no céu de Deus,
que durará por toda a eternidade.
Por enquanto, à noite, vejo suas brechas de luz
e, pelo dia, as nuvens são como
incensos dos anjos que adoram o Amado
no céu que haverei de ir.

Fatima Bertini

nov
26

Cântico Espiritual

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Quando tu me fitavas,
Teus olhos sua graça me infundiam;
E assim me sobreamavas
E nisso mereciam
Meus olhos adorar o que em ti viam.

Não queiras desprezar-me,
porque, se cor trigueira em mim achaste,
já podes ver-me agora,
pois, desde que me olhaste,
a graça e a formosura em mim deixaste.

(São João da Cruz)

nov
22

Dor e Amor

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Meu coração está ferido de dor

Mas cheio de amor

Doendo pela correção do meu amado

Amando por saber

que Ele me ama.

Sem precisar falar

Abro meu coração
Olho em seus olhos

Ponho-me ao chão

Arrependida, peço perdão

Lágrimas de dor

Lágrimas de amor

Lágrimas que lavam minha alma

Lágrimas de dor

Lágrimas de amor

Lágrimas de uma alma apaixonada

(Jamille Gomes)

nov
19

Glosas da alma que pena não ver a Deus

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Em mim eu não vivo já,
E sem Deus viver não posso;
Pois sem ele e sem mim quedo,
Este viver que será?
Mil mortes se me fará,
Pois minha mesma vida espero,
Morrendo porque não morro.

Esta vida que aqui vivo
É privação de viver;
E, assim, é contínuo morrer
Até que viva contigo.
Ouve, meu Deus, o que digo,
Que esta vida não a quero,
Pois morro porque não morro.

Ausente estando eu de ti,
Que vida poderei ter
Senão morte padecer,
A maior que jamais vi?
Pena se assim eu persevero,
Morrerei porque não morro.

O peixe que da água sai
Nenhum alívio carece
Que na morte que padece,
Afinal a morte lhe vale.
Que morte haverá que se iguale
Ao meu viver lastimoso,
Pois se mais vivo, mais morro?

Quando penso aliviar-me
Vendo-te no Sacramento,
Faz-se em mim mais sentimento
De não poder-te gozar;
Tudo é para mais penar,
Por não ver-te como quero,
E morro porque não morro.

Se me deleito, Senhor,
Com a esperança de ver-te,
Vendo que posso perder-te
Redobre-se em mim a dor;
Vivendo em tanto temor
E esperando como espero,
Morro sim, porque não morro.

Livra-me já desta morte,
Meu Deus, entrega-me a vida;
Não ma tenhas impedida
Por este laço tão forte;
Olha que peno por ver-te,
O meu mal é tão inteiro
Que morro porque não morro.

Chorarei já minha morte,
Lamentarei minha vida,
Enquanto presa e retida
Por meus pecados está.
Oh, meu Deus! Quando será
Que eu possa dizer deveras:
Vivo porque já não morro?

(São João da Cruz / Ávila 1572-1577)

nov
09

Saudades do Meu Lar

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Um lugar onde acharei a paz completa
Um lugar em que meu coração enfim será saciado
É aí onde minha alma, enfim, poderá expressar com mais perfeito amor e profunda gratidão,
O Céu, eis o meu lar!!!
Uma vida enfrentei,
Grandes combates travei,
Muitas dores suportei,
Mas, a Saudade do Bem Amado Meu, é o motivo da perseverança
Que dia é esse, que nenhuma noite obscurece?
Um dia que brilha sempre,
Com alegria, segurança, consolação e felicidade….
O Céu, Ele virá…
Essa vida, minha vida, tem hora marcada para seu fim
Se eu bem soubesse, quão valioso é sofrer, orar, amar, ler, chorar, cantar, escrever, na luta pela vigilância…
A Vida Eterna merece estas e outras pelejas.
Esse dia virá e em um piscar, Deus me fará contemplar o amanhecer…
Meu desejo, ser cidadão dessa Mansão Celestial, o meu e de todos que assim como essa alma, sofrem e amam as dores do amor…
O Bem Amado me mostra que viver com Ele eternamente é o motivo de meu sangue ter que ser consumido e derramado,
O Céu tem seu valor…
O Céu é para mim, impossível viver sem pensar em tê-Lo eternamente, esse presente chegará,
Finalmente, todos os meus sentidos serão voltados ao Autor de toda essa Saudade, de ver a Deus por todo o sempre, no meu Lar…
A alma e Seu Bem Amado

Clareana Cassundé 

nov
08

Decisão

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LÁGRIMAS NÃO SÃO O BASTANTE
É PRECISO QUERER,
ATRAVÉS DE ATOS
É PRECISO LUTAR

MAIS ESTOU DESPOSTO
A ME RENUNCIAR
NAO QUERO MAIS TE FAZER CHORAR
QUERO ACERTAR

CAREGO PECADOS,
FALHAS HUMANAS
CRUZES PESADAS
O QUE POSSO CARREGAR.

A CORAGEM, VEM DO CÉU
A FORÇA, DA ORAÇÃO
A GARRA, DA DECISÃO
A SANTIDADE, DESSA JUNÇÃO

Jamille Gomes

nov
05

A Cela

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Eu, que de minhas celas
Me aprisiono,
Meu Criador,
De sua cela,
Me liberta.

O universo livre e,
No silêncio,
Dentro de uma cela,
Meu Criador me espera.

A cela do Todo-Poderoso
me liberta e me ressurge
no Corpo Ressuscitado
e no Sangue ressurgido.

Ah, não mais as celas!
O Corpo, o Sangue
Na cela do Eterno
Sempre espera.

As celas serem entregues
As vontades convencidas,
a matéria submetida e
o Amor, enfim, compreendido.

Fatima Bertini 

nov
05

Novo DIA!

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O ardor do sol nasce a cada dia,
e me enxerga, de sua longitude…
Um alvorecer de um novo dia
o senhor me dá, para reparar
os erros de outrora,
que apreço é este que tem por nós senhor?

Mas a apreensão e angústia
de minha alma é quantiosa
em querer encontrar-te,
liberta-me de mim mesmo
e não me priva de tua presença,
do teu Amor eterno Senhor;
Não sei como será meu dia,
mas sei que lutarei.

Fagner Pires (R3)

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