abr
09

Tudo passa… só o Amor é eterno!

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Uma das reflexões mais profundas que podemos fazer é sobre a efemeridade de todas as coisas que envolvem nossa existência. Deus dispôs tudo de modo que nada fosse sem fim aqui nesta vida. Qual seria o desígnio de Deus nisso? Cada dia de nossa vida temos de renovar uma série de procedimentos: dormir, tomar banho, alimentar-nos, etc. Tudo é precário, nada é duradouro; tudo deve ser repetido todos os dias.

A própria manutenção da vida depende do bater interminável do cora­ção e do respirar contínuo dos pulmões. Todo o organismo repete sem cessar suas operações para a vida se manter. Tudo é transitório… nada permanente. Toda criança se tornará um dia adulta e, depois, idosa. Toda flor que se abre logo estará murcha, todo dia que nasce logo termina… e assim tudo passa, tudo é transi­tório, Por que será? Qual a razão de nada ser duradouro?

A razão inexorável dessa precariedade das coisas também está nos planos de Deus. A razão profunda dessa realidade tão transitória é a lição cotidiana que Deus nos quer dar de que esta vida é apenas uma passagem, um aperfeiçoamento, em busca de uma vida duradoura, eterna, perene.

Em cada flor que murcha e em cada homem que falece, é como se Deus nos dissesse: “Não se prendam a esta vida transitória. Preparem-se para aquela que é eterna, quando tudo será duradouro, e nada precisará ser renovado dia a dia.” Isto mostra-nos também que a vida está em nós, mas não é nossa.

Com a precariedade da vida e de tudo o que nos cerca, Deus nos ensina, diária e constantemente, que tudo passa e que não adianta querermos construir o céu aqui nesta terra. Ainda assim, mesmo com essa lição permanente que Deus nos dá, muitos de nós somos levados a viver como aquele homem rico da parábola narrada por Jesus. Ele abarrotou seus celeiros de víveres e disse à sua alma: “Descansa, come, bebe e regala-te” (Lc 12,19); ao que Deus lhe disse: “Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma” (Lc 12,20).

A efemeridade das coisas é a maneira mais prática e cons­tante que Deus encontrou para nos dizer a cada momento que aquilo que não passa, que não se esvai, que não morre, é aquilo de bom que fazemos para nós mesmos e, principalmente, para os outros. Os talentos multiplicados no dia-a-dia, a perfei­ção da alma buscada na longa caminhada de uma vida de me­ditação, de oração, de piedade, essas são as coisas que não passam, que o vento do tempo não leva e que, finalmente, nos abrirão as portas da vida eterna e definitiva, quando “Deus será tudo em todos” (cf. I Cor 15,28).

A transitoriedade de tudo o que está sob os nossos olhos deve nos convencer de que só viveremos bem esta vida, se a vivermos para os outros e para Deus, de acordo com Sua Vontade e suas Leis. São João Bosco dizia que “Deus nos fez para os outros”. Só o amor; a caridade, o oposto do egoísmo, pode nos levar a compreender a verdadeira di­mensão da vida e a necessidade da efemeridade terrena.

Se a vida na terra fosse incorruptível, muitos de nós jamais pensarí­amos em Deus e no céu. Acontece que Ele tem para nós “algo mais excelente”, aquela vida que levou São Paulo a exclamar: “Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Cor 2,9).

A corruptibilidade das coisas da vida deve nos convencer de que Deus quer para nós uma vida muito melhor do que esta - uma vida junto d´Ele. E, para tal, Ele não quer que nos acostu­memos com esta, mas que busquemos a outra, onde não have­rá mais sol porque o próprio Deus será a luz, e não haverá mais choro nem lágrimas, porque Ele mesmo as enxugará.

Aqueles que não crêem na eternidade jamais se confor­marão com a precariedade desta vida terrena, pois sempre so­nharão com a construção do céu nesta terra. Mas, para os que crêem, para aqueles que a Luz de Cristo iluminou a sua vida, já que “Ele é a luz que vindo a este mundo ilumina todo homem” (João 1, 9), a efemeridade tem sentido: pois canta a Liturgia que “a vida não será tirada, mas transformada”; o “corpo corruptível se revestirá da incorrupti­bilidade” (1Cor 15,54) em Jesus Cristo.

São Paulo, falando aos Filipenses, explicou tudo em poucas palavras: “Nós, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso mísero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura.” (Fil 3, 20-21). E disse aos Coríntios: “Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível; semeado no desprezo, ressuscita glorioso; semeado na fraqueza, ressuscita vigoroso; semeado corpo animal, ressuscita corpo espiritual”. (1Cor 15, 42-43) E ainda: “Se é só para essa vida que temos colocado a nossa esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de lástima” (1 Cor 15,19).

Enquanto essas verdades não caírem no fundo de nossa alma, e ali produzirem os seus frutos, não seremos verdadeiramente felizes e realizados neste mundo. Mas também isso é graça de Deus.

mar
24

As Quinze Orações

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Como já há muito tempo Santa Brígida desejasse saber o número de golpes que Jesus levara durante a Paixão, certo dia Ele lhe apareceu dizendo:

“Recebi em todo o Meu Corpo 5.480 golpes. Se desejais honras as chagas que eles me produziram, mediante uma veneração particular, deveis recitar 15 Pai Nossos e 15 Ave-Marias, acrescentando as seguintes orações, durante um ano inteiro; quando o ano terminar, tereis prestado homenagem a cada uma das Minhas Chagas. Quem recitar estas oração durante um ano inteiro conseguirá livrar do Purgatório 15 almas de sua família, 15 justos também de sua linhagem serão conservados em graça e 15 pecadores de sua família serão convertidos.

A pessoa que as recitar será elevada ao mais eminente grau de perfeição e 15 dias antes da sua morte Eu lhe darei meu Precioso Corpo, para que ela seja livre da fome eterna. Eu lhe darei também de beber o Meu Precioso Sangue, afim de que não padeça sede eternamente e 15 dias antes da morte ela experimentará uma profunda contrição de todos os seus pecados e um perfeito conhecimento deles. Diante dela colocarei o sinal da Minha Cruz vitoriosa como socorro e defesa contra os embustes dos seus inimigos.

Antes da sua morte, Eu virei em companhia de Minha muito cara e bem amada Mãe, para receber a sua alma e conduzi-la às alegrias eternas. E tendo-a levado até lá, Eu lhe darei a beber um trago singular da fonte da Minha Divindade, o que não farei, absolutamente, a outros que não tenham recitado as Minhas Orações.

Aquele que disser estas Orações pode estar seguro de ser associado ao supremo coro dos Anjos e todo aquele que as ensinar a alguém, terá assegurado para sempre sua felicidade e seus méritos. Sim, eles serão estáveis e durarão perpetuamente.

No lugar onde se encontrarem e onde forem recitadas essas Orações, Deus estará também presente com as Suas Graças”.

Todos esses privilégios foram prometidos a Santa Brígida por Nosso Senhor Crucificado com a condição de que as orações fossem recitadas diariamente. São, igualmente, prometidas a todos os que as recitarem, devotamente, durante um ano inteiro.

 

Divulgue essas orações e as promessas de Nosso Senhor a Santa Brígida. Leia-as através do site Igreja Online

mar
07

Santa Teresa e o Jesuíta

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Santa Teresa D’Avila

No momento em que é rejeitada por todos como louca e endemoninhada, Santa Teresa D’Avila encontra o jesuíta Francisco de Borja:

- Não consigo rezar sozinha - diz - Preciso buscar a memória do Criador nos campos, na água, ou nas flores. A oração para mim é um trabalho difícil, como o de tirar água de um poço. No começo consigo pegar apenas umas gotas que aliviam a secura da minha alma. Mas, aos poucos, o balde vai se enchendo, e cada vez tenho menos trabalho para regar estes campos espirirituais.
Finalmente, chega um momento em que esta água se transforma em chuva, e o Criador rega minha alma, sem nenhum trabalho de minha parte.
- Pois nunca deixe de ler esse livro da Criação - responde Francisco de Borja.
- Ali na natureza o Pai escreve suas melhores linhas.

fev
28

Deus é um Pai que não tira os olhos de nós

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A Quaresma é tempo de penitência, conversão, santificação. E Deus mesmo nos ajuda nesta difícil tarefa, usando em nosso benefício todas as provações e sofrimentos da vida. Se tivermos tiver proveito espiritual dessas mortificações do dia-a-dia, cresceremos em santidade.

O amor de Deus por nós é algo tão sublime que supera toda a nossa imaginação. Ao fazer-se homem e morrer na cruz por nós, depois de ficar três horas pendurado por três pregos, Deus provou quanto nos ama!… O próprio Jesus disse que “de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único” para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3,16).

O amor de Deus é maior que o amor de nossos pais por nós. Diz o Salmo que “se meu pai e minha mãe me abandonarem, o Senhor me acolherá” (Sl 26,10).Ao nos criar á Sua imagem e semelhança (cf. Gn 1,26), Deus fez de nós “a Sua glória”. Ele nos fez para Si; a Ele pertence­mos (cf. Sl 94,7) e somente nEle poderemos nos realizar ple­namente. Santo Agostinho, depois de converter-se, exclamou:”Nos fizeste para Vós, Senhor, e nosso coração estará in­quieto enquanto não descansar em Vós.”

Deus exige que o nosso amor a Ele esteja acima do amor a todas as criaturas, bens, pessoas, etc., porque o Seu amor por nós está também acima de tudo. É simples: Ele não aceita ser “o segundo” amor da nossa vida, já que nós somos o Seu “primeiro” amor. É nessa perspectiva que Jesus exige: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho mais que a mim, não é digno de mim” (Mt 10,37).

Jesus quer, é claro, que amemos os nossos familiares, mas quer que O ame­mos mais ainda do que a eles. A razão é esta, repito: nós somos o Seu primeiro amor.

Deus nos ama tanto que chega a ter um santo ciúme de nós. É o que São Tiago nos ensinou: “Sois amados até ao ciúme pelo Espírito que habita em vós” (Tg 4,513). O que mais enfurecia a Deus era ver Seu povo escolhido, libertado da escravidão do Egito, prosti­tuir-se na busca e na adoração dos deuses falsos. Todos os pro­fetas narram a profunda mágoa do Senhor quando Seu povo O traía. Ele se sentia como um marido traído pela esposa. E, cada vez que Israel O abandonava para adorar os Baals, Molocs, Asserás, etc., o Se­nhor também abandonava Israel nas mãos dos inimigos, para que, provado na dor e no abandono, voltasse para o seu Deus. Essa foi a longa história do povo hebreu, a quem Deus despo­sou para trazer-nos a salvação em Jesus Cristo.

Com cada um de nós acontece mais ou menos a mesma realidade. Caminhamos nesta vida muitas vezes trocando o Deus verdadeiro pelos ídolos mudos: fama, dinheiro, casas, carros, terrenos, prazer, pessoas, etc. E, como Deus nos ama “até ao ciúme”; Ele não quer nos perder para esses ídolos, para os quais somos arrastados pelas nossas más inclinações. Para nos educar e que­brar em nós o impulso dessas más inclinações, Ele usa as prova­ções da vida. Foi o que São Paulo nos ensinou na Carta aos Hebreus:

“Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desa­nimes, quando repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Pr 3,118) “(Hb 12, 5-6). “Estais sendo provados para a vossa correção: é Deus que vos traia como filhos. Ora, qual é o filho a quem seu pai não corrige. Mas se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, serieis bastardos e não filhos legítimos” (Hb 12,7-8).

Quer dizer, aos olhos da fé, as provações desta vida são usadas como parte da pedagogia paterna de Deus em relação a nós, Seus filhos. “Feliz o homem a quem ensinais, Senhor” (Sl 93,12a). “Bem-aventurado o homem a quem Deus corrige!” (Jó 5,17a).

E o Apóstolo foi fundo na ques­tão: “Deus nos educa para o aproveitamento, a fim de nos co­municar a Sua santidade” (Hb 12,10). Pelas provações, Deus quer fazer-nos santos. E por isso que a prova­ção é penosa para nós. Mas, disse o apóstolo: “É verdade que toda correção parece, de momento, antes motivo de pesar que de alegria. Mais tarde, porém, granjeia aos que por ela se exercitaram o melhor fruto de justiça e de paz” (Hb 12,11).

Essa é a recompensa da educação paterna de Deus: paz, justiça e santidade, E São Paulo nos alenta dizendo: “Tenho para mim que os sofri­mentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada” (Rm 8,18).

Portanto, não nos assustemos com o sofrimento de cada dia: eles são a cruz da nossa salvação. É por isso que Jesus nos disse: “Tome cada dia a sua cruz, e siga-me” (Lc 9,23). Não fique­mos a reclamar dos nossos sofrimentos, antes, façamos como mandou São Paulo: “Em todas as circunstâncias, dai graças, pois esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo” (1 Ts 5,18).

Há ervas daninhas em nossa alma que podem matá-la; e Deus não pode permitir isso; ás vezes ele tem até de cortar um galho da árvore para não permitir que a erva má tome conta da planta e a mate; e Ele faz isso conosco também; porque nos ama. Ou será que você que é pai e mãe nunca levou um filhinho para tomar uma dolorosa injeção? Você duvida que o fez por amor? A mesmíssima coisa Deus faz conosco; algumas vezes ele nos leva para tomar um dolorosa e curativa “injeção”. Não reclame, agradeça , porque você não é mais criança. Diga como Santo Agostinho: “corta Médico divino, corta fundo, desde que minha alma não morra!”

São Paulo nos ensinou que “todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8,28). Deus nos ama e por isso nos educa através das provações da vida que, segundo São Tiago, produzem em nós “uma obra perfeita” (cf. Tg 1,4). Assim Deus destrói em nós os ídolos que querem tomar o Seu lugar em nosso coração, que Lhe pertence. Só o Deus verdadeiro pode saciar a nossa sede de felicidade. Assim Deus prova o seu amor por nós; somos filhos de fato, e não bastardos.

jan
30

O Santo Nome de Jesus

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“Por isso Deus o exaltou soberanamente e lhe outorgou o Nome que está acima de todos os nomes, para que ao Nome de Jesus se dobre todo joelho no céu, na terra e nos infernos. E toda língua confesse, para a glória de Deus Pai, que Jesus Cristo é Senhor.” (Fil 2, 9-11)

“O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. (Lc 1, 30-31)E assim foi cumprido conforme a Lei de Moisés:

“Completados que foram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe posto o Nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes de ser concebido no seio materno”. (Lc 2, 21)

O nome de Jesus foi dado pelo céu; tanto assim que o Arcanjo Gabriel o confirma em sonho a José:

“Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados. (Mt 1, 20-21). Cabia ao pai dar o nome para o filho no costume judaico.

E o Anjo deixou bem claro a José a razão deste nome: “porque ele salvará o seu povo de seus pecados”. O palavra Jesus em Hebraico quer dizer “Deus Salva” ou Salvador.

No momento da Anunciação, o anjo Gabriel dá-lhe como nome próprio o nome de Jesus, que exprime ao mesmo tempo sua identidade e missão. Uma vez que “só Deus pode perdoar os pecados” (Mc 2,7), é Ele que, em Jesus, seu Filho eterno feito homem, “salvará seu povo dos pecados” (Mt 1,21).

Em Jesus, portanto, Deus recapitula toda a sua história de salvação em favor dos homens. “O Filho do Homem tem poder de perdoar pecados na terra” (Mc 2, 10). Ele pode dizer ao pecador: “Teus pecados estão perdoados” (Mc 2,5). E ele transmite esse poder aos homens – os Apóstolos – (Jo 20,21-23) para que o exerçam
em seu Nome.

A Ressurreição de Jesus glorifica o nome do Deus Salvador, pois a partir de agora é o nome de Jesus que manifesta em plenitude o poder supremo do “nome acima de todo nome”. Os espíritos maus temem seu nome, e é em nome dele que os discípulos de Jesus operam milagres, pois tudo o que pedem ao Pai em seu nome o Pai lhes concede.

É no nome de Jesus que os enfermos são curados, é em seu nome que os mortos ressuscitam, os coxos andam, os surdos ouvem, os leprosos ficam curados… Esse nome bendito tem poder!

Por ser o pecado sempre uma ofensa feita a Deus, só ele pode perdoá-lo. Por isso Israel, tomando consciência cada vez mais clara da universalidade do pecado, não pode mais procurar a salvação a não ser na invocação do Nome do Deus Redentor. E este nome é Jesus.

É pelo Nome de Jesus que os Apóstolos operam maravilhas, pois Ele lhes tinha dito: “Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios
em meu Nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.” (Mc 16,17-18). Portanto, o Nome Santo de Jesus tem poder e deve ser invocado com respeito, veneração e fé.

Após o milagre do aleijado na porta do Templo, os fariseus e doutores da lei quiseram impedir os Apóstolos de pregar em Nome de Jesus: “Todavia, para que esta notícia não se divulgue mais entre o povo, proibamos com ameaças, que no futuro falem a alguém nesse Nome. Chamaram-nos e ordenaram-lhes que absolutamente não falassem nem ensinassem em nome de Jesus.” (At 4, 17-18)

Mas eles se negam a deixar de pronunciar este santo Nome, porque sabem que não há salvação em nenhum outro: “Esse Jesus, pedra que foi desprezada por vós, edificadores, tornou-se a pedra angular. Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos. (At 4, 11-12)

O nome de Jesus significa também que o próprio nome de Deus está presente na Pessoa de seu Filho feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados. É o único Nome divino que traz a salvação e a partir de agora pode ser invocado por todos, pois se uniu a todos os homens pela Encarnação.

O nome do Deus Salvador era invocado uma só vez por ano pelo sumo sacerdote para a expiação dos pecados de Israel, depois de ele aspergir o propiciatório do Santo dos Santos com o sangue do sacrifício. O propiciatório era o lugar da presença de Deus. Quando São Paulo diz de Jesus que “Deus o destinou como instrumento de propiciação, por seu próprio Sangue” (Rm 3,25), quer afirmar que na humanidade deste último “era Deus que em Cristo reconciliava consigo o mundo” (2Cor 5,19).

O Nome de Jesus está no cerne da oração cristã. Todas as orações litúrgicas são concluídas pela fórmula “por Nosso Senhor Jesus Cristo…”. A “Ave-Maria” culmina no “e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”. O nome de Jesus está no centro da Ave-Maria; o Rosário é centrado no Nome de Jesus, por isso tem poder.

A oração oriental denominada “oração a Jesus” diz: “Jesus Cristo, Filho de Deus, Senhor, tem piedade de mim, pecador”. Numerosos cristãos, como Sta. Joana d’Arc, morrem tendo nos lábios apenas o nome de Jesus.

Que nós possamos também hoje e sempre pronunciar com fé e devoção este nome doce e santo que tem poder, como aquele ceguinho de Jericó que clamou com fé e ficou curado: “Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim!”

jan
29

Encantos diabólicos e pensamentos pecaminosos

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Há dois pensamentos que se deve temer. Um é o que diz que você é um santo, o outro é o que diz que você não será salvo.

Ambos os pensamentos são do inimigo, e não há verdade neles. Você deve pensar que é um grande pecador, mas que o Senhor é misericordioso, Ele ama muito Seus filhos e perdoará os pecados. Mas não dependa de suas obras, mesmo que você tenha trabalhado muito.

“Um asceta costumava me dizer: Eu certamente serei perdoado, pois eu faço muitas inclinações por dia” mas quando a morte veio, ele rasgou suas vestes. Então, não é por nossas obras, mas por Sua graça que O Senhor oferece Sua misericórdia. O Senhor deseja que nossas almas sejam humildes, sem ódio e desejosas de perdoar a todos, ai então o Senhor perdoa com alegria.

Saiba que se seus pensamentos o levam a prestar atenção em como os outros vivem, isso é um sinal de orgulho. Preste atenção em você mesmo, você verá que no momento em que sua alma se ergue acima da de seu irmão, isso é seguido por pensamentos malignos.

Nossos inimigos (demônios) caíram por causa de seu orgulho, e eles nos chamam para segui-los, e nos trazem sentimentos de enaltecimento. E se sua alma aceita o enaltecimento, a graça vai embora, até que a alma se torne humilde novamente. Então, por toda sua vida você deve aprender a humildade de Cristo.

Uma pessoa se deixa seduzir ou por inexperiência ou por orgulho. Se for por inexperiência, o Senhor rapidamente vai curá-la, mas se for por orgulho, a alma vai sofrer muito até que aprenda a ser humilde.

Quando caímos em encantos diabólicos, pensamos que somos mais inteligentes ou mais experientes que os outros, até mesmo que nosso confessor.

Se você vê uma luz dentro de você, ou em volta de você, não acredite, se junto com a luz você não sentir também a suave amor à Deus e ao próximo. Mas não tenha medo, e seja humilde e a luz vai desaparecer.

Se você tem uma visão, ou vê uma imagem, ou um sonho, não acredite  nisso, pois se for d’O Senhor, Ele mesmo vai lhe mostrar. A alma que não experimentou o Espírito Santo não pode entender as visões nem de onde elas são.

O inimigo oferece à alma uma doçura misturada com vaidade, e é assim que se pode reconhecer a soberba. Se uma visão é do inimigo a alma vai sentir confusão e medo, mas isso é só se for uma alma humilde e que se considera indigna de uma visão; uma pessoa vã talvez não sinta nem medo nem confusão, porque ela busca visões e se senti digna delas e assim o inimigo facilmente a engana.

As coisas celestiais são experimentadas através do Espírito Santo e as coisas terrenas pela mente: Se alguém quer experimentar Deus com sua mente, pelo aprendizado, está em estado de soberba, pois Deus só pode ser experimentado pelo Espírito Santo.

São Silvano do Monte Athos

Tradução de Giuliano Moraes

jan
24

Prece para manter a confiança diante dos sofrimentos

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Deus, nosso Pai, sabemos que não é fácil conformar-se ao sofrimento. Revoltamo-nos diante do absurdo que é a dor, e no desespero tudo nos apavora. Senhor, Deus da Vida, vos pedimos: quando cada coisa pesar sobre nossos ombros, tudo se fazendo cruzes e coroa de espinhos, e nos sentirmos como que abandonados pelo caminho; quando soprarem os ventos nos segregando coisas ruins, e em nosso íntimo sentirmos que nossa hora já se avizinha; quando buscarmos conforto, e pelo aguilhão da dor e da desolação mais uma vez formos feridos; quando, náufragos, sentirmos a vida presa por tênues fios; nesse momento de trevas, de tropeços e de surdos gritos, dai-nos força para erguer nossa fronte e volver nosso olhar para vós, que dissestes: “Não vos abandonarei. Eu sou a Vida de vossa vida. Estarei convosco até o final de vossos dias. Sou eu que mantenho acesa a chama e guardo os segredos das cantigas dos viventes.”

Santa Liduína, rogai por nós!

Conheça a história de Santa Liduína, padroeira e modelo dos pobres doentes.

jan
22

As últimas palavras de Jesus na cruz

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O profeta Isaías mostra-nos que Jesus foi para a cruz “como um cordeiro que se conduz ao matadouro (Ele não abriu a boca)” (Is 53,7). Mas o Senhor quis deixar-nos as suas últimas palavras, já pregado na Cruz. Sabemos que as últimas palavras de alguém, antes da morte, são aquelas que expressam as suas maiores preocupações e recomendações. A Igreja sempre guardou essas “Sete Palavras” com profundo amor, respeito e devoção, procurando tirar delas todo o seu riquíssimo significado.

1- “Pai, perdoai-lhes porque eles não sabem o que fazem” (Lc 23,34).

Com essas palavras Jesus selava todo o seu ensinamento sobre a necessidade de “perdoar até os inimigos”( Mt 5,44) . Na Cruz o Senhor confirmava para todos nós que é possível, sim, viver “a maior exigência da fé cristã”: o perdão incondicional a todos. Na Cruz Ele selava o que tinha ensinado: “Não resistais ao mau. Se alguém te feriu a face direita, oferece-lhe também a outra… Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos maltratam e perseguem. Deste modo sereis filhos do vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons” (Mt 5,44-48). “Se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará”( Mt 6,14). Certa vez Pedro perguntou-Lhe:“Senhor, quantas vezes devo perdoar meu irmão, quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?”“Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18, 21-22).

2- “Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso” (Lc 23,43).

Com essas palavras de perdão e amor ao “bom” ladrão, Jesus nos mostra de maneira inequívoca o oceano ilimitado de sua misericórdia. Bastou Dimas confiar no Coração Misericordioso do Senhor, para ter-lhe abertas, de imediato, as portas do Céu.

Não é à toa que a Igreja ensina que o pior pecado é o da desesperança, o de não confiar no perdão de Deus, por achar que o próprio pecado possa ser maior do que a infinita misericórdia do Senhor. Uma grande tentação sempre será, para todos nós, não confiar na misericórdia de Deus. Santa Teresinha do Menino Jesus dizia: “como a misericórdia e a bondade do coração de Jesus são pouco conhecidas”! “Jesus, eu confio em Vós”.

3- “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?” (Mt 27,46).

Estas palavras, que também estão no Salmo 21, mostram todo o aniquilamento do Senhor. É aquilo que São Paulo exprimiu muito bem aos filipenses: “aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo” (Fil 2,8).

Jesus sofreu todo o aniquilamento possível de se imaginar: moral, psicológico, afetivo, físico, espiritual, enfim, como disse o profeta: “foi castigado por nossos crimes e esmagado por nossas iniquidades…” (Is 53,5).

Depois de tudo isto “ninguém tem mais o direito de duvidar do amor de Deus”. Será uma grande blasfêmia alguém dizer que Deus não lhe ama, depois que Jesus sofreu tanto para assumir em si o pecado de todos os homens e de cada homem. Paulo disse aos Gálatas: “Ele morreu por mim”(Gal 5,22).

4- “Mulher, eis aí o teu filho”… “Filho, eis aí tua Mãe” (Jo19,26).

Tendo entregado-se todo pela nossa salvação, já prestes a morrer, Jesus ainda nos quis deixar o que Ele tinha de mais precioso nesta vida, a sua querida Mãe. E como Jesus confiava nela! A tal ponto de querê-la para nossa Mãe também. Todos aqueles que se esquecem de Maria, ou, pior ainda, a rejeitam, esquecem e rejeitam também a Jesus, pois negam receber de Suas mãos, na hora suprema da Morte, o seu maior Presente para nós.

5. “ Tenho sede! ” (Jo 19,28).

Dizem os Padres da Igreja que esta “sede” do Senhor mais do que sede de água, é sede de almas a serem salvas, com o seu próprio Sacrifício que se consumava naquela hora. E esta “sede” de Jesus continua hoje, mais forte do que nunca.

Muitos ainda, pelos quais ele derramou o seu sangue preciosíssimo, continuam vivendo uma vida de pecado, afastados do amor de Deus e da Igreja. Quantos e quantos batizados, talvez a maioria, nem sequer vai à Missa aos domingos, não sabe o que é uma Confissão há anos, não comunga, não reza, enfim, vive como se Deus não existisse…

6- “Tudo está consumado” (Jo 19,30).

Nos diz São João: “sabendo Jesus que tudo estava consumado…”, isto é, Jesus tinha plena consciência que tinha cumprido “toda” a sua missão salvífica, conforme o desígnio santo de Deus. Enquanto tudo não estava cumprido, Ele não “entregou” o seu espírito ao Pai. Assim, fica bem claro que a nossa salvação depende agora de nós, porque a parte de Deus já foi perfeitamente cumprida até às últimas conseqüências.

7- “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46).

Confiando plenamente no Pai, que Ele fizera também nosso Pai ao assumir a nossa humanidade, Jesus volta para Aquele que tanto amava. É o seu destino, o coração do Pai; e é o nosso destino também. Ao voltar para o Pai, Jesus indica o nosso fim; o seio do Pai, o Céu. “Vós sois cidadãos do Céu” (Fil 3,20), grita o Apóstolo; por isso, como diz a Liturgia, é preciso “caminhar entre as coisas que passam, abraçando somente as que não passam”.

jan
22

Minha oração é a oração da Igreja

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“ A verdadeira dificuldade em definir a consciência cristã é que esta não é nem coletiva nem individual. É pessoal, e é uma comunhão de santos.
Do ponto de vista da oração, quando digo consciência estou falando da que é mais profunda do que a consciência moral. Quando rezo, não estou mais falando com Deus nem comigo amado por Deus. Quando rezo, a Igreja reza em mim. Minha oração é a oração da Igreja.
Isto não se aplica apenas à liturgia: aplica-se também à oração particular, porque sou membro de Cristo. Para rezar de forma válida e profunda, tem de ser com a consciência de mim como sendo mais do que apenas eu mesmo quando rezo. Em outras palavras, não sou só um indivíduo quando rezo, e não sou apenas um indivíduo com graça quando rezo. Quando rezo, sou, em certo sentido, todo mundo. A mente que reza em mim é mais do que minha própria mente; e os pensamentos que me vêm são mais do que os meus próprios pensamentos porque, quando rezo, esta consciência profunda é um lugar de encontro entre eu e Deus, e do amor comum de todos. É a vontade e o amor comuns da Igreja encontrando-se com a minha vontade e a vontade de Deus na minha consciência quando rezo.”

Thomas Merton

jan
10

Conselhos de Dom Bosco para ter uma vida longa

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Um dia perguntaram a D. Bosco o que era preciso fazer para ter vida longa.

Dom Bosco respondeu:  “Eu darei a vocês um segredo, ou melhor uma prescrição. Será a resposta para a pergunta e beneficiará a todos. Para ter uma boa saúde e viver longamente você precisa de 4 coisas:

1- Uma consciência limpa quando for dormir, não tema a eternidade;

2-  Moderação ao comer;

3- Uma vida ativa;

4- Boas companhias ou seja se afastar daqueles que podem te corromper.”

Fonte: “Saint John Bosco´s Biographical Memoirs”; Tan Books and Publishers, Inc., Rockford, Illinois. 1996

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