Na Panfília (Ásia Menor) foi martirizado o velho Conão, “servo de Cristo, sem malícia, alma simples”.
O governador: Diz-me, grande homem, de onde és? Quem são os teus pais, e qual o teu nome?
Conão: Sou de Nazaré da Galiléia, mas não tenho parentela com o Cristo, que nós reconhecemos como Deus do universo e a quem servimos de pai para filho. O tirano: Se reconheces o Cristo, porque não reconhecer os nossos deuses?
Conão: Que descaramento blasfemar assim contra o Deus do universo!
O tirano, então, ordenou que o fizessem correr com os pés presos ao seu carro, enquanto era chicoteado por dois soldados; ele, porém, não opunha resistência, mas cantava as palavras do salmo:
- Coloquei toda a minha esperança no senhor, que se curva para mim e escuta a minha oração.
Perdidas as forças, caiu elevando os olhos ao Mestre, enquanto rezava:
- Senhor Jesus Cristo, recebe a minha alma…
Depois, fazendo sobre si o Sinal da Cruz, entregou a alma a Deus.
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