PROJETO FAMÍLIA DE NAZARÉ
“O matrimónio como instituição é exigência intrínseca do pacto de amor conjugal e da profundidade da pessoa humana.”
(Papa Bento XVI)
Diz-se que o casamento foi banalizado e desacreditado na sociedade, que marido e mulher não se respeitam mais e não reconhecem seu papel na vida um do outro. Fala-se de liberalidade entre o casal, divórcio e outras coisas.
No entanto, sabemos e acreditamos que o matrimônio é uma das mais sublimes expressões dos cuidados de Deus para com o homem. É uma instituição sagrada e uma aliança eterna entre homem e mulher e destes com Deus, por isso o casal vive para fazer-se mutuamente feliz e formar uma família. Na Palavra de Deus vemos que Deus faz sempre questão de estabelecer alianças, pactos de amor e fidelidade.
Na Bíblia, o termo hebraico usado para designar pacto, aliança é berith. Alguns estudiosos afirmam que berith é derivada do assírio birtu, que significa "laço", "vínculo". Após o dilúvio, Deus faz com Noé uma aliança de caráter universal (cf. Gn 9,1-17) e com Abraão, restringindo o seu plano salvífico aos descendentes do patriarca, que deverão praticar a circuncisão (cf. Gn 17,3-14). Depois da opressão do Egito, Deus sela com Israel a aliança do Sinai (cf. Ex 24,3-8), por meio do rito de sangue. Assim Israel nasceu como povo livre (Lv 26,42-45; Dt 4,31; Eclo 44,21-23) e comprometido em observar os mandamentos e a Lei (Ex 20,1; 20,22-23,33; Dt 5,1-21). Em contrapartida, Deus promete fazê-lo seu povo particular (Ex 19,4-8) e cercá-lo com sua proteção (Dt 11,22-25; 28,1-14). Mas o povo foi muitas vezes infiel aos compromissos desta aliança. Os profetas denunciaram a infidelidade e anunciaram o exílio como castigo. Ao mesmo tempo, porém, prometeram uma nova aliança para os tempos messiânicos; ela será como um novo vínculo matrimonial entre Deus e Israel (Os 2,20-24), e a Lei será inscrita nos corações humanos transformados (Jr 31,33s; 32,37-41; Ez 36,26s). A mais perfeita de todas as alianças cumpriu-se com a vinda de Cristo e foi selada pelo seu próprio sangue (Mt 26,28; Hb 9,20; 1Cor 11,25). Na nova aliança o pecado será apagado (Rm 11,27), os corações humanos serão transformados pelo Espírito Santo (5,5) e Deus passará a habitar entre os homens (2Cor 6,16).
Já no Antigo Testamento o matrimônio era visto como aliança (Ml 2, 14), e no Novo Testamento Jesus nos relembra não só a legitimidade dessa união como também seu caráter de indissolubilidade: “Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse:’Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne’? Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu.” (Mt 19, 4-6).
É o Senhor que escolhe o homem e a mulher que unidos glorificam a Deus a partir de sua liberdade ao aceitar, alegrar-se e amar a escolha dEle através de um SIM. “..., a liberdade do "sim" revela-se liberdade capaz de assumir o que é definitivo: a maior expressão da liberdade não é então a busca do prazer, sem jamais alcançar uma verdadeira decisão. Aparentemente esta abertura permanente parece ser a realização da liberdade, mas não é verdade:
a verdadeira expressão da liberdade é a capacidade de decidir por uma doação definitiva, na qual a liberdade, doando-se, se reencontra plenamente a si mesma.” (Papa Bento XVI)
A partir da concretização do sacramento do matrimônio, o casal recebe ainda a missão de formar seus filhos como bons cristãos, transmitindo-lhes a fé.
Assim, o Projeto Família de Nazaré, nascido do coração de Deus, para a Obra COT, busca realizar este trabalho de formação e evangelização de casais.

São realizados encontros e retiros de formação espiritual, humana e específicas para a vida conjugal e familiar. Anualmente, há o Congresso para Casais, além de passeios com a família, jantares, confraternizações.
Semanalmente são realizadas reuniões para formação e oração.
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