Iniciei minha vida no alcoolismo aos 12 anos, por intermédio de familiares que me ofereciam bebida nas praias, festas familiares e outros lugares. De início, até gostei da vida que estava iniciando e conhecendo dentro do alcoolismo. Os familiares incentivavam, achando até mesmo engraçado a minha embriaguez, uma vez que era apenas uma criança.
Aos 14 anos trabalhando por conta própria, entreguei-me totalmente àquela vida, pois me achava maduro demais.Foram vários momentos de falsas alegrias, com noites de aventuras que ao fim só me levou a uma grande solidão.
Em uma destas noites, quando participava de uma festa junina no passeio público, onde estava bebendo com alguns amigos, resolvemos que daríamos um "calote" no dono do bar. E foi o que aconteceu! Mas, coincidentemente, o encontramos logo em seguida em um posto de gasolina, e ele por bondade nos liberou, mas seu irmão estava pronto para nos matar.
Em outra noite, tive que pedir proteção a um vigia para que pudesse dormir numa calçada e isso me fez reconhecer o quanto necessitava de ajuda e a que ponto havia chegado.
Aos 16 anos conheci uma garota, com quem comecei a namorar. Ela foi uma vítima do meu alcoolismo. Sofreu muito comigo, pois sua família não queria o namoro. Aos 18 anos, resolvi casar-me, achando, assim, que teria mais liberdade para beber.
Mas o casamento a cada mês ia de mal a pior. Bebia muito, espancando minha esposa, dormindo nas calçadas, quebrando os objetos dentro de casa. Ela tomava comprimidos anticoncepcionais escondida para não ter filhos, pois tinha medo que estes fossem iguais ao pai.
Aos 21 anos, quando cheguei ao fundo do poço, sem trabalho e bebendo todos os dias, reconheci minha impotência e fui em busca de ajuda. Procurei um grupo de apoio AA (Alcoólicos Anônimos), onde passei quatro anos me recuperando. Mas ainda não conhecia a Deus e vivia uma vida de adultério.
Nesse período fui acometido de uma doença e fiquei internado 21 dias no hospital. Um dia minhas pernas perderam o movimento normal e uma amiga colocou um calmante em minha boca e assim despertou a compulsão para o alcoolismo novamente. Cheguei a ser amarrado para não fugir do hospital.
Depois da recuperação física, ao voltar para casa, percebi que precisava de uma ajuda espiritual. Foi quando conheci a Obra COT e me engajei no Projeto Família de Nazaré COT.
Atualmente, eu e minha esposa temos um casal de filhos - Daniele, com 6 anos, e Rafael, com 1 ano. Estamos perseverando na Obra COT e sentimo-nos felizes ao ver nossa família restaurada por Deus.
Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo!
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